MWM MWMW MWM MWMWMW, 06 de Março
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O aumento dos casos de violência em unidades de saúde tem gerado preocupação entre autoridades e profissionais da área em todo o país. Em 2024, quase cinco mil trabalhadores da saúde registraram ocorrências de agressões durante o exercício de suas funções, evidenciando um cenário de insegurança crescente em hospitais e clínicas. Esses ambientes, que deveriam garantir atendimento e acolhimento à população, também se tornaram locais de risco para médicos, enfermeiros e demais profissionais. Episódios recentes ilustram a gravidade da situação, como o caso de uma médica agredida por uma familiar de paciente em uma unidade de pronto atendimento e ocorrências ainda mais extremas, incluindo homicídios dentro de instalações hospitalares. Esses fatos reforçam a percepção de vulnerabilidade enfrentada diariamente por equipes de saúde, especialmente em regiões com altos índices de violência urbana.



Diante desse contexto, o Conselho Federal de Medicina publicou uma resolução com o objetivo de reforçar a segurança nas unidades de atendimento. Entre as principais recomendações está a instalação de um “botão do pânico”, dispositivo que permite o acionamento imediato das forças de segurança em situações de emergência. A medida busca garantir resposta rápida diante de episódios de agressão, protegendo tanto os profissionais quanto os pacientes. A resolução também determina a presença de segurança não apenas patrimonial, mas voltada especificamente à integridade física das pessoas presentes nas unidades. Dados complementares apontam que a violência não se restringe a médicos, atingindo também enfermeiros e outros trabalhadores, sendo que a maioria dos episódios é praticada por pacientes ou seus acompanhantes. Além disso, há relatos de limitações na atuação de seguranças, que, em alguns casos, não intervinham devido a restrições contratuais, o que evidencia falhas na estrutura de proteção existente.

No âmbito local, especialmente no estado do Rio de Janeiro, o enfrentamento da violência em unidades de saúde envolve diferentes estratégias e desafios. Autoridades têm investido em medidas como ampliação do monitoramento por câmeras, controle de acesso e integração com forças policiais, incluindo policiamento permanente em hospitais de maior porte. Apesar dessas iniciativas, profissionais da área defendem a criação de protocolos padronizados de atuação em situações de violência, com treinamento específico para as equipes, semelhante ao que já ocorre em casos de incêndio ou evacuação. A implementação efetiva do botão do pânico ainda depende, em alguns casos, de regulamentação e recursos financeiros. Órgãos públicos informam que seguem analisando formas de ampliar a segurança, reconhecendo que a proteção dos profissionais de saúde é fundamental para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento à população.