MWM MWMW MWM MWMWMW, 19 de Fevereiro
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu recentemente um alerta sobre o uso indiscriminado de medicamentos injetáveis para emagrecimento, destacando riscos associados à manipulação e à comercialização irregular dessas substâncias. Entre os casos investigados, está a utilização da tirzepatida, princípio ativo de um medicamento patenteado e amplamente conhecido no mercado internacional. De acordo com as normas vigentes, não há versão genérica autorizada desse fármaco, e sua manipulação só pode ocorrer em situações específicas, mediante prescrição individualizada. No entanto, mensagens obtidas por reportagens indicam que laboratórios e farmácias de manipulação têm promovido a venda em larga escala, inclusive oferecendo condições comerciais e solicitando receitas médicas em nome dos próprios profissionais, o que levanta preocupações éticas e sanitárias.



As investigações apontam ainda a existência de práticas irregulares envolvendo a atuação de alguns médicos e estabelecimentos, como a oferta de comissões sobre vendas e a prescrição em volume incompatível com o atendimento individualizado. Especialistas afirmam que essas condutas configuram infrações éticas e podem resultar em sanções pelos conselhos profissionais. Além disso, dados oficiais indicam um aumento significativo na importação do insumo utilizado na produção dessas substâncias após a flexibilização de regras pela Anvisa, sugerindo um crescimento acelerado do mercado. Esse cenário tem sido interpretado como uma distorção do papel das farmácias de manipulação, que deveriam atuar na personalização de tratamentos, e não na produção em massa de medicamentos para fins comerciais.

Os riscos à saúde decorrentes dessas práticas são considerados elevados, uma vez que não há garantias quanto à procedência, à pureza ou à dosagem correta dos produtos manipulados de forma irregular. Casos de complicações graves já foram registrados, incluindo internações por reações adversas decorrentes do uso dessas substâncias. Um exemplo envolve uma paciente que, após utilizar doses manipuladas, apresentou arritmia cardíaca possivelmente relacionada à presença de componentes não declarados na fórmula. Diante desse contexto, entidades representativas do setor farmacêutico afirmam seguir normas rigorosas e reforçam que a manipulação deve ocorrer apenas sob prescrição individual. Ainda assim, autoridades e especialistas destacam a necessidade de maior fiscalização e conscientização para evitar danos à saúde pública e garantir o uso seguro de medicamentos.