MWM MWMW MWM MWMWMW, 24 de Março
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O relatório Estado do Clima 2025, divulgado pela Organização Meteorológica Mundial, revelou que o período entre 2015 e 2025 foi o mais quente já registrado no planeta desde o início das medições climáticas. Segundo o estudo, o ano de 2025 ficou entre os três mais quentes da história e apresentou temperatura média global cerca de 1,43 grau Celsius acima dos níveis registrados entre 1850 e 1900, período utilizado como referência pré-industrial. Os dados mostram uma aceleração contínua do aquecimento global desde o início do século XX, especialmente após o aumento do uso de combustíveis fósseis. A Organização das Nações Unidas afirmou que o planeta enfrenta um processo crescente de desequilíbrio climático que poderá gerar impactos por séculos. Entre os indicadores apresentados pela primeira vez no relatório está o chamado desequilíbrio energético da Terra, fenômeno que ocorre quando a quantidade de calor absorvida pelo planeta supera significativamente a energia liberada de volta para o espaço. Especialistas explicam que esse excesso de calor é provocado principalmente pelo aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, responsáveis por reter calor e intensificar as mudanças climáticas em escala global.



De acordo com o relatório, os níveis de gases como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso atingiram as maiores concentrações dos últimos 800 mil anos. Esses gases são resultado principalmente da queima de combustíveis fósseis, das atividades industriais e do desmatamento. O estudo também reforça que os compromissos firmados durante o Acordo de Paris ainda não foram suficientes para conter o avanço do aquecimento global. Na ocasião, governos de diversos países concordaram em limitar o aumento da temperatura média da Terra a no máximo 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, considerado um limite essencial para evitar consequências climáticas mais severas. Entretanto, justamente após a assinatura do acordo, o planeta registrou a sequência dos 11 anos mais quentes da história. Segundo a ONU, o fenômeno demonstra que as medidas adotadas até agora não conseguiram reduzir adequadamente as emissões globais de gases do efeito estufa. O secretário-geral da organização, António Guterres, afirmou que a repetição contínua de recordes de calor deixou de ser coincidência e passou a representar um alerta urgente para ações globais mais efetivas de combate às mudanças climáticas.

As consequências do aquecimento global já são observadas em diferentes partes do planeta e tendem a se intensificar nas próximas décadas. O relatório destaca que os oceanos estão absorvendo níveis recordes de calor, contribuindo para tempestades mais fortes, aumento da intensidade de furacões e elevação acelerada do nível do mar. Além disso, geleiras continuam desaparecendo em diversas regiões do mundo, alterando ecossistemas e ameaçando populações costeiras. A ONU classificou o cenário atual como uma emergência climática e alertou que mudanças observadas em poucas décadas poderão provocar impactos ambientais e sociais que durarão centenas ou até milhares de anos. O documento também relaciona a dependência mundial de combustíveis fósseis às crises geopolíticas recentes, incluindo conflitos internacionais no Oriente Médio, destacando que a dependência energética afeta simultaneamente a estabilidade global e o clima do planeta. Diante desse cenário, especialistas e representantes das Nações Unidas defendem a aceleração da transição para fontes de energia renovável e políticas mais rigorosas de redução das emissões de carbono. Segundo o relatório, o avanço do caos climático exige respostas rápidas, coordenadas e globais para evitar consequências ainda mais graves para o meio ambiente e para a população mundial.