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A colheita da cana-de-açúcar começou mais cedo neste ano em diversas regiões do estado de São Paulo, impulsionada pelas condições climáticas favoráveis e pelas expectativas positivas do setor sucroenergético. Produtores rurais demonstram otimismo em relação à safra, especialmente após um período de preços considerados favoráveis para os derivados da cana, como açúcar e etanol. Em propriedades agrícolas localizadas em municípios como Sertãozinho, agricultores conseguiram ampliar investimentos em renovação de lavouras, adubação, correção do solo e manejo agrícola. Parte das áreas plantadas foi renovada recentemente, o que deve contribuir para maior produtividade nos próximos meses. Segundo produtores, a combinação entre preços elevados no ano anterior e boa distribuição das chuvas permitiu melhorar as condições do canavial e aumentar a capacidade de produção. Em várias regiões paulistas, usinas e grupos agrícolas iniciaram a colheita antecipadamente em comparação com anos anteriores, aproveitando o desenvolvimento favorável das plantações. Apesar de a área cultivada permanecer semelhante à da safra passada, a expectativa é de crescimento no volume produzido devido ao melhor rendimento das lavouras.
Empresas do setor sucroenergético afirmam que as condições climáticas registradas nos primeiros meses do ano favoreceram o desenvolvimento das plantações e aumentaram o potencial produtivo da safra. Em áreas agrícolas administradas por grupos empresariais que operam usinas e destilarias em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, a colheita começou cerca de um mês antes do período habitual em algumas regiões. Técnicos agrícolas atribuem esse desempenho ao manejo adequado das lavouras, à escolha de variedades mais produtivas e ao planejamento realizado ao longo do último ciclo agrícola. A cana colhida pelas máquinas é transportada rapidamente até as usinas, onde poderá ser destinada à fabricação de açúcar ou etanol, dependendo das condições do mercado ao longo do ano. Representantes do setor afirmam que a definição sobre qual produto terá prioridade dependerá da evolução dos preços internacionais e da demanda interna. A estratégia de produção costuma ser ajustada continuamente pelas empresas para equilibrar rentabilidade e competitividade no mercado. O setor sucroenergético brasileiro é considerado um dos mais importantes do agronegócio nacional e possui forte influência sobre a economia de diversas regiões produtoras.
A atual safra também começou em meio à revisão das regras do Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo, conhecido como Consecana, responsável pela definição de critérios utilizados para calcular o valor pago pela cana aos fornecedores. Após três anos de discussões entre produtores e indústrias, foi incluído um mecanismo de ajuste que poderá elevar em até 4,5% o valor da tonelada da cana. A medida busca oferecer maior segurança financeira aos agricultores em períodos de queda nos preços do açúcar e do etanol. O cálculo do valor pago aos produtores leva em consideração fatores como a concentração de açúcar presente na planta e o desempenho do mercado de derivados da cana. Representantes do setor afirmam que a mudança traz mais previsibilidade, equilíbrio e estabilidade para a relação entre agricultores e indústrias, considerada essencial para a sustentabilidade da cadeia produtiva. A Companhia Nacional de Abastecimento deverá divulgar nos próximos dias a estimativa oficial para a nova safra, que já começou a ser colhida em diferentes regiões produtoras do país.

