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A Polícia Militar do Rio de Janeiro concluiu a contagem da grande quantidade de maconha apreendida no Complexo da Maré, na zona norte da capital, e afirmou se tratar da maior apreensão de drogas da história do Brasil. O material estava dividido em mais de 24 mil tabletes e foi encontrado em uma operação realizada na comunidade Nova Holanda, dentro de uma antiga fábrica desativada. Durante a ação, cães farejadores identificaram a presença de entorpecentes escondidos em uma cisterna que havia sido concretada, em uma tentativa dos criminosos de dificultar a descoberta da droga pelas forças de segurança.
Segundo a Polícia Militar, os traficantes teriam construído uma espécie de bunker improvisado dentro da estrutura abandonada, utilizando concreto para selar o esconderijo e reduzir o risco de identificação. No entanto, a estratégia não foi suficiente para impedir a atuação dos cães policiais, que possuem olfato extremamente sensível e conseguiram detectar partículas do odor da droga mesmo através do concreto. Após a localização do ponto suspeito, os agentes quebraram a estrutura e confirmaram o armazenamento de grande volume de entorpecentes, que estava sendo usado como depósito pelo crime organizado.
A operação mobilizou cerca de 250 policiais e teve duração de mais de cinco horas durante a madrugada, com o apoio de quatro caminhões para o transporte da droga apreendida, que totalizou aproximadamente 48 toneladas de maconha. Além do entorpecente, foram apreendidos cinco fuzis, quatro pistolas e 26 veículos roubados, entre carros e motocicletas. A ação também registrou confronto armado na região. De acordo com a polícia, o material pertencia a integrantes de uma facção criminosa e o local funcionava como ponto estratégico de armazenamento e distribuição de drogas. As autoridades estimam que o prejuízo causado ao tráfico chegue a cerca de 50 milhões de reais.

