MWM MWMW MWM MWMWMW, 27 de Maio
-


A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou a prisão de três homens suspeitos de integrar um esquema de fraudes financeiras envolvendo a venda de cursos falsos pela internet. Os detidos foram identificados como João Vitor César de Araújo, de 26 anos, Walter Galassini Nasvat, de 27 anos, e Roderley Oliveira, de 42 anos. De acordo com as investigações, o grupo atuava principalmente por meio das redes sociais, onde se apresentava como especialistas bem-sucedidos em negócios e investimentos. Nessas plataformas, divulgavam cursos de gestão, treinamentos profissionais e promessas de lucros elevados, utilizando uma estratégia de marketing baseada em ostentação de uma vida de luxo para atrair vítimas e transmitir credibilidade.



Segundo a Polícia Civil, o esquema criminoso não se limitava à venda de cursos inexistentes. As investigações apontam que o grupo também oferecia falsas propostas de empréstimos e renegociação de dívidas, especialmente direcionadas a idosos, além de serviços que nunca eram efetivamente prestados. As vítimas eram contatadas após interagirem com anúncios publicados na internet e, ao demonstrar interesse, eram conduzidas a uma estrutura organizada de atendimento. No local, que funcionava como uma central de operações em um bairro nobre da capital paulista, cerca de seis funcionários realizavam ligações, apresentavam propostas e conduziam as negociações fraudulentas. Apesar da aparência profissional do ambiente, com escritório montado e equipe dedicada, nenhuma das promessas feitas aos clientes era cumprida.

As investigações tiveram início há aproximadamente um mês, após uma denúncia anônima encaminhada ao Disque Denúncia, e indicam que o esquema poderia estar em funcionamento há cerca de três anos. Nesse período, os suspeitos teriam acumulado um patrimônio estimado em aproximadamente 30 milhões de reais, obtido por meio das fraudes. Durante a operação policial, foram apreendidos veículos de alto valor, incluindo automóveis avaliados em mais de meio milhão de reais, uma moto aquática, além de computadores, celulares e diversos documentos que devem auxiliar na continuidade das investigações. A Polícia Civil informou que novas diligências serão realizadas para identificar outros possíveis envolvidos, incluindo funcionários que atuavam no esquema. Também foram autorizadas medidas judiciais para quebra de sigilo bancário e análise de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos, com o objetivo de aprofundar a apuração dos crimes e rastrear a movimentação financeira do grupo.