MWM MWMW MWM MWMWMW, 25 de Fevereiro
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Uma operação da Polícia Federal realizada no estado de Mato Grosso resultou na prisão de dois suspeitos investigados por fornecer óleo diesel para atividades de garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, localizada na região oeste do estado. A ação teve como principal alvo um posto de combustível clandestino instalado dentro de uma propriedade rural, próxima à área indígena, considerada uma das mais pressionadas pela exploração ilegal de ouro na Amazônia, conforme apontamentos de órgãos ambientais. Durante a operação, o proprietário da fazenda e um sócio foram detidos, também pelo crime de posse ilegal de armas. Um terceiro investigado, já associado anteriormente à extração ilegal de ouro na região, permanece foragido, sendo alvo de buscas pelas autoridades.



As investigações revelaram indícios de um esquema estruturado de abastecimento logístico ao garimpo ilegal. A análise de documentos fiscais demonstrou que um dos suspeitos adquiriu, em menos de dois anos, mais de quatro milhões de litros de óleo diesel de uma distribuidora autorizada, totalizando valores superiores a 26 milhões de reais. Segundo a Polícia Federal, o volume de combustível é incompatível com a atividade econômica declarada da propriedade, voltada à pecuária, o que reforça a suspeita de desvio para abastecimento de operações ilegais. Além disso, foi identificada a existência de uma via de acesso dentro da fazenda que leva diretamente a uma área significativa de exploração de ouro no interior da terra indígena.

A atuação das autoridades destaca a importância do combate não apenas à extração ilegal em si, mas também à cadeia de fornecimento que sustenta essas atividades ilícitas. O garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé já provocou danos ambientais expressivos, com milhares de hectares degradados ao longo dos últimos anos. Nesse contexto, a repressão ao fornecimento de insumos, como o combustível, é considerada estratégica para enfraquecer a atividade criminosa. A Polícia Federal reforça que ações desse tipo são fundamentais para a proteção dos territórios indígenas, a preservação ambiental e a garantia do cumprimento da legislação vigente, além de contribuir para a responsabilização dos envolvidos em crimes ambientais e conexos.