MWM MWMW MWM MWMWMW, 19 de Abril
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Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apresentou um panorama atualizado sobre as condições de moradia no Brasil e revelou mudanças importantes no perfil habitacional da população. O levantamento aponta que os brasileiros estão vivendo mais de aluguel, enquanto diminui a proporção de imóveis próprios já quitados. Atualmente, o país possui cerca de 79 milhões de residências, entre casas, apartamentos e outros tipos de habitação. Em 2025, aproximadamente 60% dessas moradias eram próprias e totalmente pagas pelos moradores, índice inferior ao registrado seis anos antes, quando esse percentual era de 65%. Ao mesmo tempo, cresceu o número de pessoas que ainda financiam seus imóveis, representando quase 7% das residências do país. Já os imóveis alugados passaram a corresponder a cerca de 24% do total, indicando um avanço significativo do mercado de locação. O estudo também mostra que parte da população vive em imóveis cedidos por familiares, empregadores ou outras pessoas. Segundo o IBGE, as regiões Sul e Centro-Oeste foram as que apresentaram maior crescimento no número de moradias nos últimos anos.



A pesquisa também identificou mudanças no perfil das famílias brasileiras, especialmente no aumento de domicílios com apenas um morador. Atualmente, quase 20% das residências do país são ocupadas por pessoas que vivem sozinhas, número que já ultrapassa 15 milhões de lares e continua crescendo ano após ano. Entre os homens, a maioria dos moradores sozinhos possui entre 30 e 59 anos, muitas vezes em razão de mudanças para trabalho, independência financeira ou separações conjugais. Entre as mulheres, a maior concentração ocorre acima dos 60 anos, principalmente após a saída dos filhos de casa. O levantamento aponta ainda que o número de imóveis alugados aumentou mais de 50% ao longo da última década, refletindo transformações econômicas, sociais e comportamentais na sociedade brasileira. Apesar dessas mudanças, os dados também indicam melhora nas condições de consumo e infraestrutura doméstica. A maioria dos lares possui geladeira, máquina de lavar e pelo menos um veículo, seja carro ou motocicleta, o que, segundo o IBGE, demonstra avanços socioeconômicos em parte significativa da população.

Mesmo com a melhoria em alguns indicadores, a pesquisa evidencia que o Brasil ainda enfrenta desigualdades históricas relacionadas ao acesso ao saneamento básico e à infraestrutura urbana. Em média, cerca de 70% da população possui residência conectada à rede de esgoto, mas as diferenças regionais permanecem expressivas. A região Norte apresenta os menores índices, com pouco mais de 30% dos domicílios atendidos, enquanto no Sudeste mais de 90% das casas possuem acesso ao serviço. O mesmo contraste aparece no abastecimento de água encanada, que é mais limitado em regiões com grande extensão rural, áreas de floresta e localidades afastadas dos centros urbanos. A pesquisa também mostra crescimento na coleta de lixo domiciliar entre 2016 e 2025, embora ainda existam residências, principalmente em zonas rurais, que realizam a queima do lixo dentro da própria propriedade. Segundo especialistas, as diferenças estruturais entre as regiões brasileiras explicam parte desses desafios, especialmente em áreas onde as condições geográficas dificultam a implantação de sistemas de abastecimento de água e esgoto.