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Durante o período da Semana Santa, aumenta significativamente a procura por pescados em mercados e peixarias de todo o Brasil. Em muitas regiões, o consumo de peixe faz parte das tradições religiosas e culturais da época, o que eleva consideravelmente o movimento nos estabelecimentos especializados. Em uma peixaria no Rio de Janeiro, por exemplo, o faturamento chega a crescer cerca de 60% nesse período. Diante da alta demanda, especialistas alertam que os consumidores devem redobrar a atenção na hora da compra para garantir a qualidade e a segurança alimentar dos produtos. Como o peixe é um alimento altamente perecível, o armazenamento e a conservação corretos são fundamentais para evitar riscos à saúde. A Vigilância Sanitária recomenda que os consumidores observem inicialmente as condições gerais de higiene do local de venda, verificando se o ambiente está limpo, se os funcionários utilizam uniformes adequados e se os pescados estão armazenados corretamente sobre uma camada espessa de gelo. Essas medidas ajudam a manter a temperatura ideal e a conservar o alimento em condições apropriadas para o consumo.
Além da higienização do ambiente, existem características importantes que auxiliam na identificação de um peixe fresco e de boa qualidade. Especialistas e profissionais do setor orientam que o consumidor observe atentamente a aparência do pescado antes da compra. O peixe fresco costuma apresentar brilho natural na pele, olhos transparentes e vivos, além de guelras avermelhadas. Caso as guelras estejam esbranquiçadas ou com aparência opaca, isso pode indicar que o produto já não está adequado para consumo. Outro fator importante é o cheiro. O odor deve ser suave e característico da espécie, sem apresentar cheiro forte ou semelhante ao de amônia, sinal que pode indicar deterioração do alimento. A experiência de profissionais que trabalham há muitos anos no setor também contribui para orientar os consumidores sobre os cuidados necessários na escolha do produto. A combinação entre aparência, cheiro e condições de armazenamento é considerada essencial para garantir um pescado seguro e de qualidade, especialmente em períodos de grande procura como a Semana Santa.
Após a compra, os cuidados devem continuar dentro de casa para preservar o alimento e evitar contaminações. Especialistas recomendam que o peixe seja armazenado na geladeira por no máximo um dia ou mantido no congelador por até três dias, sempre em embalagens bem fechadas e separadas de outros alimentos. A organização adequada facilita o descongelamento gradual e evita desperdícios. Muitos consumidores costumam dividir o pescado em pequenas porções antes de armazená-lo, utilizando apenas a quantidade necessária em cada refeição. Entre os peixes mais procurados durante a Semana Santa está o dourado, bastante utilizado em receitas tradicionais servidas na Sexta-feira Santa. O consumo de pescado nesse período movimenta o comércio e reforça tradições culinárias presentes em diversas regiões do país. No entanto, autoridades sanitárias reforçam que a atenção à procedência, ao armazenamento e às condições de conservação do produto é fundamental para garantir uma alimentação segura e evitar problemas de saúde relacionados ao consumo de alimentos impróprios.

