MWM MWMW MWM MWMWMW, 21 de Abril
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A chegada do outono e das temperaturas mais amenas faz com que muitas pessoas diminuam os cuidados com a exposição ao sol, acreditando que os riscos à pele são menores fora do verão. No entanto, especialistas alertam que essa percepção está incorreta, já que a radiação ultravioleta continua presente durante todo o ano, inclusive em dias frios ou nublados. Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia mostram que seis em cada dez brasileiros admitem se expor ao sol sem qualquer tipo de proteção. A situação se torna ainda mais preocupante porque, durante o outono, os dias costumam ser mais secos e com menos chuva, o que favorece períodos prolongados ao ar livre. Embora a intensidade do calor diminua, os raios ultravioleta continuam atingindo a pele e podem causar danos silenciosos ao organismo. A radiação UVA está associada ao envelhecimento precoce e ao desenvolvimento de câncer de pele, enquanto a radiação UVB provoca queimaduras, ardência e vermelhidão. Dessa forma, especialistas reforçam que a proteção solar não deve depender da sensação térmica, mas sim da exposição contínua à luz solar, independentemente da estação do ano.



Apesar das recomendações médicas, muitas pessoas ainda negligenciam o uso diário do protetor solar, especialmente quando permanecem em ambientes internos ou quando o clima aparenta estar mais agradável. Relatos de pessoas que utilizam o produto apenas no rosto ou que esquecem completamente da proteção ao sair de casa demonstram como o hábito ainda não está consolidado na rotina da população. Os dermatologistas alertam que a falta de proteção adequada pode contribuir para o surgimento de problemas graves de saúde. Estimativas apontam que o Brasil deverá registrar mais de 260 mil novos casos de câncer de pele nos próximos dois anos, tornando essa a doença oncológica mais frequente no país. Apesar disso, quando o diagnóstico é realizado precocemente, as chances de cura são elevadas. Para reduzir os riscos, os especialistas recomendam a aplicação diária de protetor solar com proteção contra os raios UVA e UVB, além da reaplicação ao longo do dia, principalmente em situações de suor intenso, atividades físicas ou contato frequente com água. Também é indicado utilizar roupas apropriadas, chapéus, bonés e óculos escuros como formas complementares de proteção contra os efeitos da radiação solar.

Além da proteção da pele, os médicos destacam a importância de manter a hidratação do organismo durante períodos de clima mais seco, comuns no outono. A redução da umidade do ar pode favorecer o ressecamento da pele, desconfortos respiratórios e sensação constante de cansaço, principalmente em pessoas que praticam atividades físicas ou vivem em regiões de temperaturas elevadas. Por isso, a orientação geral é consumir aproximadamente 35 mililitros de água por quilo de peso corporal diariamente, podendo aumentar essa quantidade em situações de maior transpiração. Especialistas reforçam que tanto a hidratação quanto o uso correto do protetor solar devem ser encarados como hábitos permanentes de saúde e não apenas cuidados ocasionais relacionados ao verão. A conscientização da população sobre os riscos da exposição inadequada ao sol é considerada fundamental para prevenir doenças e reduzir os índices de câncer de pele no país. Mesmo em dias nublados, a radiação continua atravessando as nuvens e causando danos cumulativos ao organismo, o que exige atenção constante da população em todas as épocas do ano.