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A Organização Mundial da Saúde confirmou mais uma morte relacionada ao hantavírus em um cruzeiro que permanece isolado próximo ao arquipélago de Cabo Verde, na África. Equipes médicas e profissionais de saúde desembarcaram recentemente da embarcação após realizarem avaliações sanitárias e acompanharem a situação dos passageiros e tripulantes. As autoridades locais enviaram equipes especializadas ao navio utilizando equipamentos completos de proteção individual, com o objetivo de evitar novos contágios e monitorar possíveis casos suspeitos. Segundo a OMS, a principal preocupação no momento é a retirada e o tratamento de três pessoas que apresentam sintomas compatíveis com a doença. A organização também informou que existe a possibilidade, ainda considerada rara, de transmissão entre humanos dentro do navio, especialmente entre pessoas que compartilharam cabines ou tiveram contato próximo durante a viagem.
Os passageiros e tripulantes receberam orientação para permanecerem isolados em seus quartos, já que o período de incubação do hantavírus pode chegar a oito semanas. Entre os 87 passageiros ainda confinados na embarcação estão cidadãos do Reino Unido, Estados Unidos e Espanha, além de 61 tripulantes que seguem aguardando definições sobre os próximos procedimentos sanitários. A OMS não descarta a hipótese de que parte das infecções tenha ocorrido antes mesmo do embarque ou durante as escalas realizadas em ilhas com presença de animais silvestres, especialmente roedores, principais transmissores do vírus. As investigações apontam que dois passageiros holandeses que morreram haviam passado anteriormente por regiões da América do Sul onde circulam variantes do hantavírus. Até o momento, também foi confirmado o caso de um passageiro britânico transferido para uma unidade de terapia intensiva na África do Sul, enquanto uma terceira vítima morreu a bordo após apresentar febre alta e sintomas respiratórios.
As autoridades de Cabo Verde decidiram impedir que o cruzeiro atracasse na capital do país, Praia, ou realizasse desembarque de pessoas doentes, como medida preventiva para evitar risco de disseminação da doença à população local. A expectativa é que a embarcação siga para as Ilhas Canárias, na Espanha, onde deverá passar por uma investigação epidemiológica completa e por procedimentos de desinfecção. O hantavírus é uma doença transmitida principalmente pelo contato indireto com fezes, urina ou secreções de roedores contaminados, geralmente por meio da inalação de partículas presentes no ambiente. Especialistas em doenças infecciosas afirmam que, apesar da gravidade dos casos registrados, o risco de uma grande disseminação internacional é considerado baixo, não havendo indicação de cenário de pânico global neste momento.

