MWM MWMW MWM MWMWMW, 20 de Maio
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O excesso de fios soltos e desorganizados em postes de energia tem se tornado um problema frequente em diversas cidades brasileiras, trazendo riscos para pedestres, motoristas, comerciantes e moradores. Em muitos locais, cabos de energia, telefonia e internet permanecem pendurados, acumulados ou até encostados no chão, aumentando a possibilidade de acidentes e prejudicando a circulação nas ruas. Em Belo Horizonte, a situação levou a prefeitura a criar novas regras para responsabilizar empresas que utilizam os postes sem manter a fiação organizada. O município passou a aplicar multas que podem chegar a 24 mil reais para empresas que descumprirem as determinações de segurança e manutenção. Comerciantes e moradores relatam preocupação constante com os riscos provocados pelos cabos soltos, especialmente para motociclistas e pedestres. Além do perigo de quedas e acidentes, a desorganização da rede também favorece furtos de fios, causando interrupções no fornecimento de energia elétrica e prejuízos para estabelecimentos comerciais, que dependem de equipamentos funcionando continuamente para conservar alimentos e manter suas atividades diárias.



Durante muitos anos, a responsabilidade pela manutenção dos fios ficou marcada por disputas entre concessionárias de energia e empresas de telefonia e internet. Enquanto as prefeituras cobravam providências das distribuidoras de energia, estas alegavam que a responsabilidade pela organização dos cabos pertencia às operadoras que utilizam os postes. Diante da falta de solução definitiva, algumas cidades passaram a adotar medidas mais rígidas de fiscalização e punição. Em Belo Horizonte, por exemplo, as empresas notificadas recebem prazo para regularizar ou remover a fiação irregular. Caso o problema persista em diferentes pontos da cidade, os valores das multas podem aumentar progressivamente. A iniciativa segue medidas semelhantes adotadas em Goiânia, onde operações de fiscalização já retiraram dezenas de toneladas de cabos e aplicaram centenas de multas desde o ano passado. Especialistas apontam que, enquanto não houver ampliação das redes subterrâneas, consideradas mais seguras e organizadas, será necessário reforçar a fiscalização e responsabilizar financeiramente as empresas que utilizam a infraestrutura urbana sem manutenção adequada.

O problema também é observado em outras capitais brasileiras, como Salvador, onde o acúmulo de fios em postes chama atenção em diferentes bairros da cidade. Em várias ruas, cabos de telefonia e internet formam emaranhados que invadem calçadas e até parte das vias, dificultando a passagem de pessoas e veículos. Moradores relatam medo de tropeços, quedas e até choques elétricos ao circularem próximos à fiação exposta. Segundo a concessionária de energia da capital baiana, equipes especializadas trabalham diariamente para remover cabos pertencentes a operadoras clandestinas de internet e telefonia. Somente no último ano, dezenas de toneladas de fios foram retiradas das ruas da cidade. Apesar das ações de limpeza e manutenção, as autoridades reconhecem que o problema continua sendo agravado pela instalação irregular de cabos e pela falta de manutenção adequada por parte de algumas empresas. O cenário reforça a necessidade de políticas públicas permanentes de fiscalização, organização urbana e modernização da infraestrutura elétrica e de telecomunicações nas cidades brasileiras.