MWM MWMW MWM MWMWMW, 11 de Março
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento de deputados federais acusados de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares, marcando a primeira ação penal analisada após a determinação de maior transparência nesses repasses, estabelecida pelo ministro Flávio Dino. Ao todo, oito réus respondem ao processo, sendo três deles filiados ao Partido Liberal: Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho, Gil Denemir de Lima Souza, o Pastor Gil, e João Bosco da Costa. A denúncia, apresentada pela Procuradoria-Geral da República e aceita de forma unânime em março do ano anterior, atribui aos parlamentares os crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Segundo a acusação, Josimar Maranhãozinho exercia papel de liderança em um grupo que exigia pagamento de propina para direcionar recursos públicos oriundos de emendas ao município de São José de Ribamar, no estado do Maranhão, sendo os investigados apontados como integrantes do núcleo central da organização.



A sessão de julgamento foi conduzida pelo relator, ministro Cristiano Zanin, que apresentou um resumo detalhado das acusações. Conforme descrito na denúncia, o grupo cobrava propina equivalente a 25% do valor das emendas destinadas ao município, o que teria resultado em uma solicitação de R$ 1.667.750,00, vinculada à liberação de R$ 6.681.000,00 em recursos federais. Esses valores seriam provenientes de emendas parlamentares sob controle dos acusados. Durante a sessão, o subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, defendeu a condenação dos réus, destacando a gravidade dos fatos, especialmente em razão do impacto social das irregularidades. Ressaltou-se que a suposta manipulação de verbas destinadas à saúde pública agravaria ainda mais o quadro, considerando as necessidades da população maranhense e as desigualdades regionais existentes, além dos prejuízos causados ao Sistema Único de Saúde.

Por sua vez, as defesas dos acusados apresentaram argumentos pela absolvição, sustentando a inexistência de provas suficientes para a condenação e alegando improcedência das acusações. No caso específico do deputado Josimar Maranhãozinho, a defesa argumentou que as imputações deveriam ser integralmente rejeitadas, enquanto a representação do deputado Pastor Gil afirmou que a situação não poderia ser tratada como exemplo típico de desvio de emendas, sob risco de injustiça. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal reservou sessões adicionais para a continuidade do julgamento, incluindo a apresentação das defesas dos demais réus e, posteriormente, a manifestação dos ministros por meio de seus votos. Caso haja absolvição, o processo será arquivado; em caso de condenação, caberá ao colegiado definir as penas aplicáveis aos envolvidos.