MWM MWMW MWM MWMWMW, 01 de Março
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O Conselho Federal de Medicina estabeleceu novas diretrizes para o uso da inteligência artificial na prática médica no Brasil, com o objetivo de regulamentar a utilização dessa tecnologia e garantir a segurança dos pacientes. A inteligência artificial já é uma ferramenta presente no cotidiano de diversos profissionais da saúde, auxiliando em cálculos clínicos, análise de dados e apoio à tomada de decisões. Em consultas médicas, por exemplo, é possível utilizar sistemas capazes de estimar riscos de doenças com base em informações do paciente, como idade, níveis de colesterol e histórico de saúde. Essa tecnologia tem contribuído para otimizar o tempo e ampliar a precisão das avaliações, substituindo métodos tradicionais que antes exigiam o uso de múltiplos aplicativos ou cálculos manuais.



Apesar dos avanços e das facilidades proporcionadas, a regulamentação deixa claro que a inteligência artificial deve ser utilizada exclusivamente como instrumento de apoio, não podendo substituir a atuação do médico. De acordo com a norma, o profissional de saúde permanece como o responsável final pelas decisões clínicas, diagnósticos e condutas terapêuticas. Além disso, a ferramenta não pode ser utilizada para comunicar diretamente ao paciente informações sobre diagnóstico ou tratamento. Outro ponto relevante é a obrigatoriedade de registro no prontuário sempre que houver uso de inteligência artificial no atendimento, garantindo transparência e rastreabilidade das decisões. A resolução também assegura a autonomia do médico, que não é obrigado a seguir automaticamente as recomendações fornecidas pela tecnologia.

A regulamentação ainda introduz uma classificação de risco para o uso da inteligência artificial na área da saúde, dividida em diferentes níveis, conforme o impacto potencial sobre a segurança do paciente. Aplicações consideradas de baixo risco incluem funções administrativas, como agendamento de consultas, enquanto usos de alto risco envolvem situações que podem afetar diretamente a vida do paciente e exigem supervisão rigorosa. Em casos classificados como de risco inaceitável, a utilização autônoma da tecnologia é proibida, sendo obrigatória a intervenção humana. Esse conjunto de normas busca estabelecer um equilíbrio entre inovação tecnológica e responsabilidade profissional, reforçando que, mesmo com o avanço das ferramentas digitais, a decisão final e o julgamento clínico permanecem sob responsabilidade do médico.