MWM MWMW MWM MWMWMW, 14 de Maio
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A queda das temperaturas durante o inverno tem impacto direto na agricultura, especialmente em regiões do Sul do Brasil, onde a ocorrência de geadas é frequente e pode causar prejuízos significativos às lavouras. No estado do Paraná, produtores rurais adotam diferentes estratégias para reduzir perdas e proteger as plantações mais sensíveis ao frio. Em uma propriedade localizada no município de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, uma agricultora com mais de 40 anos de experiência no cultivo de hortaliças relata que culturas como a alface são altamente vulneráveis às baixas temperaturas, podendo ser completamente destruídas caso não recebam proteção adequada. Por isso, é comum o uso de coberturas feitas com tecidos ou plásticos sobre os canteiros, técnica de baixo custo que funciona como uma barreira térmica, ajudando a reter o calor do solo e evitando que as plantas congelem durante as madrugadas mais frias.



Além das práticas adotadas diretamente no campo, os produtores também contam com sistemas de monitoramento meteorológico que auxiliam na prevenção de perdas. No Paraná, o serviço conhecido como “alerta geada”, elaborado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado, emite boletins diários que indicam as regiões com maior risco de ocorrência do fenômeno e sua possível intensidade. A formação da geada depende de condições específicas, como a presença de massas de ar frio e seco, temperaturas próximas ou abaixo de zero grau e baixa intensidade de ventos, fatores que favorecem o congelamento da vegetação. A partir dessas informações, agricultores conseguem planejar ações preventivas. Famílias que trabalham com culturas como morango e maracujá, por exemplo, acompanham atentamente os alertas antes de tomar decisões no manejo das lavouras, adotando medidas adicionais de proteção, como coberturas e até pequenas fogueiras controladas para amenizar os efeitos do frio.

O serviço de alerta geada existe há mais de três décadas e opera principalmente entre os meses de maio e setembro, período em que as temperaturas são mais baixas na região Sul do país. Em anos recentes, dezenas de avisos são emitidos para orientar os produtores, como ocorreu em 2025, quando foram registrados 39 alertas de possibilidade de geada. Agricultores relatam que o acompanhamento constante dessas informações é essencial para evitar prejuízos, já que uma única geada forte pode comprometer totalmente a produção. Mesmo quando não causa a morte das plantas, o fenômeno pode queimar folhas e frutos, prejudicando a aparência e reduzindo o valor comercial dos produtos. Dessa forma, o uso de tecnologia e a adoção de medidas preventivas tornam-se fundamentais para garantir a continuidade da produção agrícola e a manutenção da renda das famílias que dependem diretamente da atividade no campo.