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A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público, deflagrou uma operação de grande porte na cidade de São Paulo para investigar um esquema estruturado de corrupção e lavagem de dinheiro que teria se instalado dentro de delegacias especializadas da Polícia Civil. As apurações indicam que agentes públicos, incluindo policiais civis, utilizavam a estrutura do Estado para praticar crimes, cobrando propina com o objetivo de interferir, dificultar ou até impedir o andamento de investigações. O caso ganhou relevância por evidenciar a utilização indevida de instituições responsáveis pela segurança pública como instrumento para obtenção de vantagens ilícitas. As investigações tiveram início a partir de operações anteriores, conduzidas desde 2023, que revelaram indícios de irregularidades em setores considerados estratégicos da corporação.
De acordo com as autoridades, o esquema envolvia diversos profissionais, entre eles investigadores, escrivães, delegados, advogados e operadores financeiros. Até o momento, foram expedidos 11 mandados de prisão e diversas ordens de busca e apreensão, cumpridas em pelo menos 25 endereços, incluindo residências, escritórios e unidades policiais. Parte dos investigados já foi presa, enquanto outros seguem sendo procurados. As diligências ocorrem em pelo menos seis delegacias e também em departamentos da Polícia Civil. As evidências apontam que as delegacias eram utilizadas como verdadeiros centros de negociação, nos quais inquéritos poderiam ser manipulados mediante pagamento de propina. Há registros de conversas entre envolvidos que indicam a prática sistemática desses crimes, incluindo a substituição de equipamentos contendo provas, como discos rígidos, além de pagamentos realizados em locais vinculados à própria estrutura policial.
O esquema também contava com mecanismos sofisticados de ocultação de recursos ilícitos, incluindo o uso de empresas de fachada, simulação de operações comerciais e atuação de doleiros já investigados em casos anteriores de grande repercussão nacional. Parte dos valores obtidos era convertida em diferentes formas para dificultar o rastreamento, como a utilização de créditos em estabelecimentos fictícios. Diante da gravidade dos fatos, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou, por meio de nota oficial, que não compactua com desvios de conduta e que adotará todas as medidas legais cabíveis contra os envolvidos. Além disso, foi anunciada a realização de fiscalizações extraordinárias nas unidades policiais citadas nas investigações. A operação segue em andamento, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações conduzidas pelos órgãos responsáveis.

