MWM MWMW MWM MWMWMW, 28 de Abril
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O Ministério do Trabalho divulgou um relatório atualizado sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres no mercado formal brasileiro, com base em dados de aproximadamente 53 mil empresas com mais de 100 funcionários. O levantamento indica que, apesar do aumento da participação feminina no mercado de trabalho — que já soma cerca de 8 milhões de brasileiras com carteira assinada — a diferença de remuneração em relação aos homens não apenas persiste, como também aumentou nos últimos anos. Atualmente, as mulheres recebem, em média, 21% a menos do que os homens exercendo funções equivalentes, enquanto há dois anos essa diferença era de 19%. Nos cargos de direção e gerência, a disparidade também cresceu, passando de 25% para quase 27%.



Os dados mostram ainda que a média salarial dos homens com carteira assinada é de aproximadamente 5 mil reais, enquanto a das mulheres não chega a 4 mil reais. A situação é ainda mais desigual entre mulheres negras, cuja remuneração média gira em torno de 3 mil reais, evidenciando um recorte adicional de desigualdade estrutural. Mesmo com avanços na presença feminina em empresas — incluindo um crescimento de 29% na participação de mulheres negras em postos formais — o relatório aponta que essas trabalhadoras continuam enfrentando barreiras salariais significativas. O estudo também destaca que houve uma leve redução no rendimento médio das mulheres negras nos últimos anos, agravando ainda mais o cenário.

Desde a entrada em vigor da lei de igualdade salarial em 2023, o cenário pouco avançou na redução dessas diferenças. A legislação determina que empresas que praticarem discriminação salarial de gênero devem apresentar planos de adequação e podem ser multadas caso não façam as correções necessárias. Apesar disso, os dados indicam que a aplicação efetiva das medidas ainda enfrenta desafios. Em paralelo, algumas instituições públicas e privadas têm buscado políticas internas de valorização e equidade, promovendo maior participação feminina em cargos de liderança e estimulando práticas de gestão mais inclusivas. Ainda assim, o relatório reforça que a desigualdade salarial de gênero permanece como um problema estrutural persistente no mercado de trabalho brasileiro.