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O comércio varejista brasileiro registrou crescimento de 0,4% no mês de janeiro, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse resultado representa uma recuperação em relação à queda de igual magnitude observada em dezembro do ano anterior, indicando uma retomada pontual da atividade no início do ano. Entre os segmentos que mais contribuíram para esse desempenho positivo, destacam-se as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, além de produtos de higiene pessoal e perfumaria, que apresentaram crescimento superior a 2,5%, configurando a maior variação mensal recente. Especialistas apontam que fatores como qualidade no atendimento ao cliente, estratégias promocionais, oferta de descontos e eficiência na entrega influenciam diretamente o desempenho do setor, reforçando a importância da gestão comercial para impulsionar as vendas.
Além desse segmento, outras áreas também apresentaram resultados positivos em janeiro, como os setores de vestuário, artigos de uso pessoal e doméstico, além de supermercados e produtos alimentícios. No total, quatro das oito atividades analisadas pelo IBGE registraram crescimento, enquanto uma permaneceu estável e três apresentaram retração. Entre os destaques negativos está o setor de eletroeletrônicos, que sofreu queda após três meses consecutivos de forte expansão no final do ano anterior. Esse comportamento é explicado, em parte, pela sensibilidade desses produtos à variação cambial, especialmente à cotação do dólar, que havia favorecido a redução de preços e impulsionado as vendas nos meses anteriores. Em janeiro, no entanto, houve recuo superior a 9% nesse segmento. Também registraram queda as vendas de livros, jornais, revistas, papelaria, combustíveis e lubrificantes, enquanto o setor de móveis e eletrodomésticos apresentou estabilidade.
De maneira geral, embora o resultado de janeiro indique recuperação em relação ao mês anterior, a análise conjunta dos dois períodos revela um cenário de estagnação no comércio varejista. Esse comportamento já era previsto por analistas econômicos, em razão do atual nível elevado da taxa de juros no país, que tem como objetivo conter o consumo e controlar a inflação. Com o crédito mais caro e menor poder de compra, os consumidores tendem a reduzir gastos, o que impacta diretamente o desempenho do comércio. Assim, apesar de sinais pontuais de crescimento em determinados segmentos, o setor ainda enfrenta desafios relacionados ao ambiente macroeconômico, que limita uma expansão mais consistente da atividade comercial no curto prazo.

