MWM MWMW MWM MWMWMW, 23 de Maio
-


Durante períodos de temperaturas mais amenas e dias nublados, muitas pessoas deixam de utilizar protetor solar por acreditarem que a exposição ao sol se torna menos perigosa. Especialistas alertam, porém, que a radiação ultravioleta continua atingindo a pele mesmo em dias frios ou com céu encoberto, aumentando os riscos de desenvolvimento de doenças dermatológicas. Maio é marcado internacionalmente por campanhas de conscientização sobre o melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer, o Brasil deverá registrar cerca de 263 mil novos casos de câncer de pele por ano entre 2026 e 2028. O melanoma é conhecido pela alta capacidade de se espalhar rapidamente para outros órgãos do corpo quando não diagnosticado precocemente. Muitas vezes, os primeiros sinais da doença são confundidos com alergias, manchas comuns ou pequenas feridas, o que dificulta o reconhecimento inicial do problema. O caso de um paciente que descobriu a doença durante uma consulta médica de rotina reforça a importância do diagnóstico precoce e da observação constante de alterações na pele.



Médicos especialistas explicam que algumas características podem indicar maior risco de câncer de pele e merecem atenção imediata. Pintas com formatos irregulares, mudanças de tamanho, sangramentos ou diferentes tonalidades em uma mesma lesão são sinais considerados suspeitos. Dermatologistas recomendam procurar avaliação médica sempre que houver alteração em manchas antigas ou surgimento de marcas incomuns na pele. A campanha de combate ao melanoma reforça que os cuidados com proteção solar devem ser mantidos durante todo o ano, independentemente da estação. Mesmo em dias chuvosos ou nublados, a radiação ultravioleta continua presente e pode provocar danos acumulativos à pele ao longo do tempo. Organizações que oferecem apoio a pacientes com câncer relatam que muitas pessoas chegam ao tratamento sem informações básicas sobre prevenção. Em uma instituição localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, pacientes recebem acompanhamento psicológico, nutricional, jurídico e assistência social durante o tratamento. Algumas pessoas atendidas apresentam extrema sensibilidade à radiação solar desde a infância e precisam adotar cuidados permanentes, como uso de roupas de proteção, chapéus e protetores solares de alta proteção.

Especialistas destacam que fatores econômicos também dificultam a prevenção da doença, principalmente entre pessoas de baixa renda. Muitos protetores solares recomendados para peles mais sensíveis possuem preços elevados, o que impede parte da população de utilizar o produto regularmente. Pacientes relatam que, antes do diagnóstico, desconheciam os riscos da exposição solar e acreditavam que as manchas na pele eram apenas reações alérgicas simples. Organizações sociais afirmam que muitas famílias precisam priorizar gastos básicos, como alimentação, deixando produtos de proteção solar fora do orçamento doméstico. Diante dessa realidade, um projeto aprovado recentemente na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados propõe classificar protetores solares como bens essenciais, permitindo redução de impostos e preços mais baixos ao consumidor. A proposta ainda depende de aprovação no plenário da Câmara e no Senado Federal. Médicos reforçam que a prevenção continua sendo a principal forma de combater o melanoma e recomendam atenção constante a qualquer alteração na pele, especialmente em casos de pintas que crescem, mudam de cor ou apresentam sangramento. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e reduz os riscos de complicações graves associadas ao câncer de pele.