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A região de Pacaraima, em Roraima, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, voltou a registrar movimentação após a reabertura da passagem fronteiriça, ocorrida nas primeiras horas da manhã. As autoridades brasileiras acompanham com atenção o fluxo de entrada e saída de pessoas, especialmente diante da possibilidade de aumento da migração venezuelana em razão do cenário político recente no país vizinho. No local, equipes da Operação Acolhida e forças militares mantêm estrutura de triagem e atendimento humanitário, com cerca de 200 agentes atuando na região, além do suporte de diferentes órgãos federais, estaduais e municipais. A reabertura da fronteira também permitiu o deslocamento de venezuelanos que vivem no Brasil e haviam retornado temporariamente ao seu país de origem, principalmente durante o período de festas de fim de ano.
Durante o primeiro dia de funcionamento após a reabertura, o fluxo de pessoas foi considerado tranquilo pelas equipes de monitoramento, sem registro de grandes aglomerações ou intercorrências. O posto de triagem do Exército, vinculado à Operação Acolhida, retomou suas atividades com foco no acolhimento, registro e encaminhamento dos migrantes que chegam ao território brasileiro. As autoridades destacam que este momento é tratado como um período de observação, no qual o objetivo principal é avaliar se haverá aumento significativo no número de entradas ao longo dos próximos dias. Além disso, parte dos migrantes já residentes no Brasil manifestou interesse em retornar a suas cidades de origem na Venezuela, enquanto outros expressaram intenção de permanecer no Brasil, aguardando maior estabilidade no país vizinho.
No contexto das ações de acolhimento, também foram reforçadas as exigências sanitárias e de organização para os recém-chegados, incluindo procedimentos de vacinação e triagem de saúde. A estrutura local conta com apoio de forças de segurança e equipes humanitárias, responsáveis por orientar e registrar os migrantes, garantindo atendimento básico e encaminhamento adequado. Autoridades militares afirmam que o monitoramento contínuo do fluxo é essencial para compreender a dinâmica migratória na região e para ajustar as políticas públicas caso haja aumento expressivo da entrada de venezuelanos. Enquanto isso, moradores e migrantes relatam expectativas em relação ao futuro da Venezuela e às possibilidades de retorno ou permanência no Brasil, refletindo um cenário de incerteza que segue sendo acompanhado de perto pelas instituições envolvidas na chamada Operação Acolhida.

