MWM MWMW MWM MWMWMW, 07 de Março
-


A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar possíveis irregularidades em aplicações financeiras realizadas pela Amazonprev, fundo de previdência dos servidores públicos do estado do Amazonas. As apurações indicam que cerca de R$ 390 milhões foram investidos entre junho e setembro de 2024 em letras financeiras de quatro bancos privados, sem a devida análise prévia do Comitê de Investimentos da instituição, procedimento considerado obrigatório. Entre os aportes realizados, destaca-se a aplicação de R$ 50 milhões em um banco que posteriormente foi liquidado pelo Banco Central, após a prisão de seu principal gestor. A operação teve início nas primeiras horas da manhã, quando agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da entidade, em Manaus, e em outros endereços relacionados aos investigados.



Segundo a investigação, os investimentos não foram registrados nas atas oficiais do Comitê de Investimentos e permaneceram sem conhecimento dos órgãos de controle por vários meses. A irregularidade só veio à tona após questionamentos do Conselho Fiscal, realizados cerca de quatro meses após as primeiras aplicações. Durante a operação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que poderão auxiliar no aprofundamento das apurações. A Justiça Federal também determinou o afastamento temporário de três servidores que ocupavam cargos estratégicos à época dos fatos, incluindo responsáveis pela gestão de recursos e pela administração financeira do fundo previdenciário. A medida visa preservar a integridade das investigações e evitar possíveis interferências no processo de coleta de provas.

Além das suspeitas de falhas nos procedimentos administrativos, a Polícia Federal apura indícios de recebimento de valores indevidos por parte dos servidores afastados. De acordo com os investigadores, os envolvidos teriam recebido aproximadamente R$ 600 mil por meio de transferências eletrônicas realizadas por uma empresa privada, sem origem financeira claramente identificada. A hipótese é de que esses valores possam estar relacionados ao pagamento de vantagens ilícitas, como propina, em troca da realização das aplicações financeiras questionadas. Em nota oficial, a Amazonprev informou que está colaborando integralmente com as autoridades e reforçou seu compromisso com a legalidade e a transparência na gestão dos recursos. A instituição também comunicou que os servidores envolvidos foram afastados de suas funções, enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer completamente os fatos.