MWM MWMW MWM MWMWMW, 25 de Maio
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Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios revelou que, nos últimos 13 anos, apenas uma pequena parcela das cidades brasileiras não sofreu impactos causados por desastres naturais ou provocados pela ação humana. O estudo mostra que aproximadamente 95% dos municípios do país registraram ocorrências relacionadas a enchentes, secas, deslizamentos, incêndios, tempestades ou outros eventos de grande impacto ambiental e social. Em cidades como Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, moradores convivem constantemente com o medo das fortes chuvas e das enchentes. Famílias relatam perdas frequentes dentro de casa, danos materiais e insegurança diante da possibilidade de novas inundações. Alguns moradores chegaram a improvisar medidas para proteger veículos e móveis durante temporais, tentando minimizar prejuízos causados pela força das enxurradas. Em março de 2025, a prefeitura do município precisou decretar situação de emergência para buscar apoio financeiro e estrutural junto aos governos estadual e federal. Segundo gestores municipais, esse tipo de decreto é necessário para acelerar o acesso a recursos destinados à recuperação das áreas afetadas e ao atendimento da população atingida pelos desastres.



A pesquisa aponta que as fortes chuvas e os períodos prolongados de seca são os principais responsáveis pelos impactos registrados em praticamente todo o território nacional. Somados, os desastres já provocaram mais de três mil mortes ao longo do período analisado. O levantamento inclui tanto eventos climáticos quanto tragédias provocadas por falhas humanas e acidentes ambientais. Entre os episódios destacados estão as fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo em 2013, consideradas uma das maiores tragédias naturais da história do estado, além do rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais. O estudo também menciona a longa seca enfrentada pela região Nordeste, as enchentes históricas no Rio Grande do Sul, incêndios florestais no Centro-Oeste e a ocorrência de tornados no Sul do país. Especialistas afirmam que os eventos climáticos extremos vêm se tornando mais frequentes e intensos, ampliando a vulnerabilidade das cidades brasileiras. Muitos municípios que já decretaram situação de emergência continuam expostos ao risco de novos desastres, principalmente devido à ocupação irregular de áreas de risco, problemas de infraestrutura urbana e ausência de planejamento preventivo.

Diante desse cenário, pesquisadores e representantes da Confederação Nacional dos Municípios defendem a ampliação dos investimentos em prevenção, monitoramento climático e obras de infraestrutura capazes de reduzir os impactos das tragédias ambientais. Especialistas alertam que ainda existe falta de integração entre governos municipais, estaduais e federal na criação de estratégias permanentes de prevenção e resposta rápida aos desastres. Eles também destacam a importância da participação da população em ações de conscientização, planejamento urbano e proteção ambiental. Para muitos moradores afetados pelas enchentes e outros eventos extremos, o problema vai além das perdas materiais. Famílias que vivem há décadas nas mesmas regiões enfrentam dificuldades para abandonar suas casas e recomeçar em outro local, principalmente por questões financeiras, vínculos familiares e apego à comunidade. Moradores afirmam que desejam soluções estruturais que reduzam os riscos e garantam mais segurança, em vez da necessidade de abandonar bairros onde construíram suas histórias de vida. O levantamento reforça a necessidade de políticas públicas contínuas voltadas à prevenção de desastres e à adaptação das cidades brasileiras às mudanças climáticas e aos eventos ambientais extremos.