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As fortes chuvas que atingiram o estado da Paraíba provocaram uma situação de emergência em 31 municípios e deixaram milhares de pessoas afetadas. Em cidades como Santa Rita, moradores começaram a retornar para suas residências após a redução do nível da água, mas encontraram cenários de destruição e grandes perdas materiais. Muitas famílias tiveram móveis, eletrodomésticos, roupas e outros bens levados pela enchente. Equipes das prefeituras e da Defesa Civil atuam na retirada de entulhos, limpeza das ruas e apoio às pessoas atingidas. Somente em Santa Rita, cerca de 75 toneladas de resíduos foram removidas das áreas afetadas. As aulas nas escolas municipais permaneceram suspensas até quarta-feira como medida de segurança, enquanto o Rio Paraíba continua acima do nível considerado normal. Em diversas comunidades rurais, moradores precisaram deixar suas casas e buscar abrigo temporário em espaços disponibilizados pelo poder público. Muitos relataram ter conseguido salvar apenas documentos pessoais e algumas roupas antes da chegada da água.
Uma das áreas mais atingidas foi a comunidade do Porto do Moinho, localizada em Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa. No local, o avanço das águas derrubou estruturas, invadiu residências e destruiu pertences de diversas famílias. Moradores relataram que precisaram fugir rapidamente para evitar riscos à vida e buscaram abrigo em casas de parentes ou locais de acolhimento. Em algumas situações, os prejuízos foram totais, com perda de eletrodomésticos, móveis e equipamentos domésticos. A estação de tratamento responsável pelo abastecimento de água da região metropolitana voltou a funcionar após interrupções causadas pelas chuvas, mas bairros da capital ainda enfrentam problemas no fornecimento. Mesmo após dois dias sem precipitações intensas, cidades do litoral norte, como Rio Tinto, continuam registrando ruas alagadas e dificuldades de deslocamento. O número de pessoas desalojadas e desabrigadas já ultrapassa três mil, segundo estimativas das autoridades locais. As equipes de assistência seguem distribuindo alimentos, água potável, colchões e itens de necessidade básica para as famílias atingidas.
Autoridades estaduais e municipais afirmam que ainda não é possível calcular totalmente os prejuízos provocados pelas enchentes, consideradas históricas na região. Especialistas destacam que o volume de chuva registrado na Paraíba não era observado havia mais de três décadas, o que contribuiu para agravar os impactos sobre áreas urbanas e rurais. Além dos danos materiais, as enchentes afetaram serviços públicos, atividades comerciais e a rotina de milhares de pessoas em diferentes municípios. A situação também aumentou a preocupação com riscos sanitários, deslizamentos e novos alagamentos em áreas vulneráveis. Órgãos de monitoramento continuam acompanhando o comportamento dos rios e as condições climáticas para orientar ações emergenciais e prevenir novos acidentes. As autoridades reforçam a necessidade de apoio às famílias afetadas e destacam que os trabalhos de reconstrução deverão se estender pelos próximos meses. O episódio evidencia os desafios enfrentados por municípios diante de eventos climáticos extremos e reforça a importância de investimentos em infraestrutura urbana, drenagem e prevenção de desastres naturais.

