MWM MWMW MWM MWMWMW, 16 de Abril
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Uma operação policial realizada em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul teve como alvo uma organização criminosa especializada no transporte interestadual de drogas por estradas secundárias e rotas alternativas utilizadas para evitar a fiscalização das autoridades. A ação cumpriu 41 mandados de busca e apreensão, além de prisões e bloqueios judiciais de bens avaliados em aproximadamente 61 milhões de reais. Em um dos mandados executados em um condomínio de luxo, agentes da força-tarefa apreenderam quatro caminhonetes de alto valor utilizadas, segundo as investigações, nas atividades criminosas do grupo. De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha utilizava empresas de fachada para lavar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Essas empresas eram registradas formalmente, mas não possuíam atividade econômica real, servindo apenas para movimentar recursos financeiros e dar aparência de legalidade aos lucros provenientes das operações ilícitas. Os investigadores afirmam que o esquema permitia que grandes quantias circulassem entre contas empresariais e pessoas físicas sem despertar suspeitas imediatas sobre a origem do dinheiro movimentado pela organização criminosa.



As investigações começaram em abril do ano passado após a apreensão de mais de uma tonelada de maconha transportada em uma caminhonete na cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro. A partir desse caso, as autoridades identificaram um corredor logístico conhecido como “Rota Caipira”, utilizado para o transporte de drogas entre Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Segundo os investigadores, as cargas ilícitas seguiam por estradas vicinais e trajetos alternativos para reduzir o risco de abordagem policial. A quadrilha utilizava comboios, veículos de apoio e até sistemas de comunicação via satélite para coordenar o transporte das drogas. Em gravações obtidas durante a investigação, suspeitos descrevem como as viagens demoravam vários dias, apesar de o percurso normalmente poder ser realizado em poucas horas. Os traficantes alteravam constantemente as rotas, permaneciam escondidos em áreas rurais e aguardavam períodos considerados mais seguros para continuar o trajeto. Além disso, havia a atuação de “batedores”, responsáveis por seguir à frente dos veículos principais para monitorar movimentações policiais e informar possíveis riscos ao restante do grupo criminoso.

Durante a operação, as forças de segurança prenderam 24 suspeitos e apreenderam mais de 20 veículos, muitos deles considerados de luxo. Entre os detidos está Sara Monteiro, de 36 anos, apontada como uma das investigadas no esquema criminoso. Todos os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados para a sede da Polícia Federal em Uberlândia, onde os procedimentos legais foram realizados. A investigação continua para identificar outros possíveis integrantes da organização e aprofundar a análise financeira das empresas utilizadas para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas. Segundo as autoridades, a estrutura da quadrilha demonstrava elevado nível de organização logística e financeira, utilizando métodos sofisticados para dificultar o rastreamento das atividades ilícitas. O bloqueio milionário de bens faz parte da estratégia das forças de segurança para enfraquecer economicamente organizações criminosas envolvidas no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro. Até o momento, a defesa de Sara Monteiro não havia sido localizada para comentar as acusações apresentadas pelas autoridades responsáveis pela operação policial.