MWM MWMW MWM MWMWMW, 06 de Abril
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O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia iniciou a implementação de um novo selo digital de certificação para produtos considerados de maior risco ao consumidor, como extintores de incêndio, capacetes para motociclistas e cilindros de gás natural veicular. A mudança faz parte de um programa de modernização desenvolvido para ampliar a segurança, facilitar a fiscalização e dificultar a circulação de mercadorias falsificadas no mercado brasileiro. O novo selo foi produzido pela Casa da Moeda do Brasil e possui um QR Code que permite ao consumidor verificar, por meio do celular, se o produto realmente passou pelos testes exigidos pelo Inmetro. Com o aplicativo “Inmetro na Palma da Mão”, o cidadão pode acessar informações detalhadas sobre o fabricante, a certificação e a regularidade do item adquirido. A iniciativa busca tornar mais simples e rápida a verificação da autenticidade dos produtos, especialmente daqueles ligados à segurança pessoal e ao uso em situações de risco. Segundo o instituto, muitos consumidores ainda não têm o hábito de conferir a certificação antes da compra, o que pode aumentar a exposição a produtos irregulares ou sem testes de qualidade adequados.



O selo do Inmetro sempre funcionou como um indicativo de que determinado produto atende às normas técnicas de segurança estabelecidas no país. Entretanto, o modelo tradicional apresentava limitações no combate a fraudes e falsificações, já que etiquetas físicas podiam ser copiadas com maior facilidade. Com a introdução do sistema digital, o processo de verificação se torna mais seguro e transparente, permitindo ao consumidor confirmar instantaneamente a autenticidade da certificação. A implementação começou pelos produtos classificados como mais sensíveis pelos técnicos do instituto, justamente aqueles que oferecem maior risco caso apresentem falhas de fabricação. Entre eles estão equipamentos de segurança utilizados no trânsito e produtos que trabalham com pressão ou combustíveis inflamáveis. O prazo de adaptação para a indústria já foi encerrado, e agora o processo entra em nova etapa voltada ao comércio. Produtos fabricados ou adquiridos pelas lojas até o fim do ano passado ainda poderão ser vendidos com o selo antigo até junho de 2026. Após esse período, somente itens com o novo selo digital poderão ser comercializados no país.

O Inmetro informou que a intenção é ampliar gradualmente o uso da tecnologia para centenas de produtos regulamentados, incluindo lâmpadas, fios elétricos, cabos, panelas de pressão, colchões e peças automotivas. Desde o início do projeto, mais de 25 milhões de selos digitais já foram distribuídos para fabricantes e importadores. A expectativa é que o sistema fortaleça o combate à falsificação e aumente a confiança dos consumidores na qualidade dos produtos disponíveis no mercado brasileiro. Especialistas destacam que a possibilidade de consulta imediata pelo celular pode estimular a população a verificar a procedência dos itens antes da compra, contribuindo para reduzir riscos de acidentes e problemas causados por produtos irregulares. Além disso, o novo sistema deve facilitar a fiscalização dos órgãos responsáveis, já que as informações estarão integradas digitalmente aos bancos de dados do Inmetro. O instituto também avalia que a modernização representa um passo importante na construção de uma política nacional mais eficiente de controle de qualidade, rastreabilidade e segurança dos produtos comercializados no Brasil.