MWM MWMW MWM MWMWMW, 15 de Abril
-


O comércio brasileiro registrou crescimento de 0,6% no mês de fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar de o resultado ter ficado abaixo das projeções do mercado financeiro, o desempenho renovou o recorde histórico do setor alcançado anteriormente em janeiro. No acumulado dos últimos doze meses, a alta das vendas chegou a 1,4%, indicando continuidade no avanço do comércio varejista mesmo em um cenário de juros elevados. Economistas avaliam que o crescimento tem sido sustentado principalmente pelo consumo de produtos essenciais, considerados prioritários pelas famílias brasileiras diante do atual contexto econômico. Em supermercados e estabelecimentos comerciais, estratégias promocionais passaram a ser utilizadas para atrair consumidores e estimular as vendas de itens básicos. Em Belo Horizonte, por exemplo, redes varejistas adotaram dias específicos de promoção com produtos vendidos próximos ao preço de custo para aumentar o fluxo de clientes. Trabalhadores do setor relatam maior atenção à reposição de mercadorias essenciais, especialmente alimentos e itens de necessidade diária, que continuam apresentando demanda constante mesmo em períodos de maior restrição financeira entre os consumidores.



Os dados divulgados pelo IBGE permitem acompanhar o comportamento do consumo das famílias e identificar quais segmentos do comércio apresentam maior ou menor aquecimento econômico. Em fevereiro, as vendas de alimentos e bebidas estiveram entre os principais fatores responsáveis pela leve expansão do setor varejista. Também registraram crescimento as categorias de combustíveis e lubrificantes, produtos farmacêuticos, itens de higiene pessoal, cosméticos e papelaria. O aumento das vendas de materiais escolares foi influenciado pelo período de preparação para o retorno às aulas, quando consumidores costumam concentrar compras relacionadas ao início do ano letivo. Especialistas destacam que o comércio brasileiro vem demonstrando resistência mesmo diante dos juros altos, cenário que normalmente reduz a disposição das famílias para realizar compras de maior valor. Segundo economistas, a manutenção do emprego e da renda ajuda a sustentar o consumo básico, mas ainda não cria condições para uma expansão mais intensa da aquisição de bens considerados mais caros. Dessa forma, o crescimento observado no varejo permanece concentrado principalmente em produtos indispensáveis para o cotidiano das famílias.

Enquanto setores ligados ao consumo essencial apresentaram desempenho positivo, outros segmentos registraram queda nas vendas durante o período analisado. Entre as áreas com retração estão materiais para escritório, informática, comunicação, artigos de uso pessoal e doméstico, roupas, calçados, móveis e eletrodomésticos. Economistas apontam que o elevado nível de endividamento das famílias brasileiras continua limitando o consumo de produtos de maior valor agregado. Diante desse cenário, especialistas recomendam cautela financeira e planejamento do orçamento doméstico, priorizando despesas consideradas indispensáveis e adiando aquisições menos urgentes. Consumidores relatam que a principal preocupação tem sido manter em dia gastos essenciais como alimentação, contas básicas e despesas fixas da casa. O comportamento observado reflete uma tendência de adaptação das famílias ao atual cenário econômico, marcado pela necessidade de equilíbrio financeiro diante da inflação e dos juros elevados. Assim, o comércio brasileiro segue apresentando crescimento moderado, sustentado principalmente pelo consumo básico, enquanto setores dependentes de crédito e compras de maior valor continuam enfrentando dificuldades para recuperar níveis mais elevados de vendas.