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A Polícia Civil de São Paulo prendeu um homem suspeito de atuar ilegalmente como médico por pelo menos dois anos em uma instituição de saúde privada na capital paulista. A operação também segue em andamento para localizar outro suspeito que, segundo as investigações, teria participado do mesmo esquema. O caso é considerado grave pelas autoridades, já que ambos são investigados por possível relação com nove mortes e pela realização de aproximadamente dois mil atendimentos médicos sem habilitação profissional. As apurações indicam que os investigados se passavam por médicos dentro de um hospital particular localizado na Zona Leste de São Paulo, atendendo pacientes como se fossem profissionais legalmente formados.
Durante a operação, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, além de ordens de prisão temporária e medidas cautelares contra gestores e responsáveis administrativos da unidade de saúde. As investigações se estenderam por municípios da região metropolitana, como São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes. Em uma das etapas da apuração, imagens obtidas pelos investigadores mostraram um dos suspeitos aplicando medicação em via pública, o que reforçou as suspeitas de exercício ilegal da medicina. O inquérito aponta ainda que o esquema pode ter funcionado por cerca de dois anos, período em que os atendimentos eram realizados sem a devida qualificação profissional exigida por lei.
Além da atuação dos falsos médicos, a investigação também busca esclarecer se houve omissão por parte da administração do hospital e possíveis irregularidades financeiras, incluindo indícios de lavagem de dinheiro. O caso teve início após uma denúncia anônima feita por um médico que passou pela instituição, o que levou à abertura do inquérito há cerca de um ano. A Secretaria de Segurança Pública informou que a gestora operacional e o diretor clínico do hospital foram afastados temporariamente enquanto as apurações continuam. O hospital ainda não se pronunciou oficialmente. As autoridades destacam que o número de vítimas pode ser maior, considerando o volume de atendimentos realizados e a gravidade dos possíveis erros médicos atribuídos aos suspeitos.

