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O Estatuto de Direitos do Paciente entrou em vigor no Brasil e estabelece, em uma única legislação, um conjunto de garantias aplicáveis tanto ao sistema público quanto ao privado de saúde. Entre os principais direitos assegurados estão o acesso do paciente ao próprio prontuário médico sem necessidade de justificativa, a possibilidade de escolher um representante para atuar em seu nome em ambiente hospitalar e a participação ativa nas decisões sobre tratamentos e procedimentos. A medida busca organizar e padronizar regras que já existiam em alguns países, mas ainda não estavam consolidadas de forma abrangente no Brasil.
Na prática, a nova lei redefine a relação entre pacientes, profissionais de saúde e instituições médicas, reforçando a autonomia do cidadão durante o atendimento. O texto legal garante, por exemplo, o direito de recusar tratamentos, solicitar segunda opinião médica e autorizar previamente procedimentos, além de assegurar maior proteção à privacidade e ao sigilo das informações clínicas. Também estabelece o direito ao acompanhante durante consultas, internações e atendimentos, independentemente da idade do paciente, exceto em situações específicas em que a presença possa comprometer a segurança ou o cuidado médico. Depoimentos de pacientes indicam que o acesso a informações e documentos ainda enfrenta dificuldades na prática, o que reforça a expectativa de maior agilidade e transparência com a nova legislação.
Especialistas e entidades da área da saúde avaliam o Estatuto como um marco na consolidação dos direitos dos pacientes no país, com potencial para reduzir conflitos e a judicialização de casos médicos, ao oferecer maior clareza jurídica nas relações de atendimento. A legislação também atribui responsabilidades ao paciente, como seguir orientações médicas e respeitar profissionais de saúde e outros usuários do sistema. Além disso, prevê a realização periódica de pesquisas sobre a qualidade dos serviços de saúde, com o objetivo de monitorar o cumprimento dos direitos estabelecidos. Para os defensores da medida, o fortalecimento dessas garantias é especialmente relevante por se tratar de situações em que o cidadão se encontra em condição de vulnerabilidade, exigindo proteção e equilíbrio na relação com o sistema de saúde.

