MWM MWMW MWM MWMWMW, 20 de Abril
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Os casos de dengue registraram forte queda no Brasil em 2026, trazendo um cenário momentaneamente mais controlado em relação ao avanço da doença. De janeiro até agora, o país contabilizou cerca de 237 mil casos prováveis, número que representa redução de 76% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Especialistas atribuem essa diminuição às condições climáticas mais amenas e ao reforço das ações de combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Mesmo com a redução dos casos, autoridades de saúde alertam que o período de temperaturas mais baixas deve ser encarado como uma fase estratégica para prevenção de novas epidemias. Em Belo Horizonte, agentes de combate a endemias seguem realizando vistorias em residências para identificar focos do mosquito, principalmente em locais onde há acúmulo de água parada. Vasos de plantas, calhas e recipientes expostos continuam sendo os principais ambientes favoráveis para a reprodução do inseto. Técnicos reforçam que a maior parte dos criadouros permanece dentro das casas, tornando essencial a participação da população no controle da doença.



Apesar da queda nacional, alguns estados ainda apresentam números elevados de casos suspeitos de dengue. Goiás lidera o ranking, com mais de 56 mil registros prováveis desde o início do ano, seguido por Minas Gerais, que ultrapassou 45 mil notificações. Especialistas destacam que o atual período de menor circulação do mosquito representa uma oportunidade importante para fortalecer a preparação do sistema de saúde antes do próximo verão, época em que calor e chuvas favorecem novamente a proliferação do Aedes aegypti. Entre as medidas consideradas prioritárias estão o treinamento de equipes médicas para atendimento precoce dos pacientes, ampliação da produção e aquisição de vacinas e intensificação das ações preventivas contra o vetor. Outro fator de preocupação é a resistência dos ovos do mosquito, que podem sobreviver por mais de um ano em locais secos e voltar a se desenvolver quando as condições climáticas se tornam favoráveis. Por isso, especialistas defendem que o combate à dengue deve ocorrer de forma contínua ao longo de todo o ano, e não apenas durante os períodos de maior incidência da doença.

A vacinação também passou a ocupar papel importante na estratégia de prevenção contra a dengue no país. Mais de 1,4 milhão de doses já foram aplicadas em crianças e adolescentes, público inicialmente priorizado pelas campanhas. Em cidades-piloto, como Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan também começou a ser aplicada em adultos, ampliando a cobertura de proteção da população. Autoridades de saúde afirmam que a adesão tem sido positiva, impulsionada pela confiança da população no Sistema Único de Saúde e na eficácia das vacinas disponíveis. Pessoas que já enfrentaram complicações causadas pela doença relatam preocupação constante e destacam a importância da imunização. Casos de internação por dengue grave continuam servindo de alerta sobre os riscos da enfermidade, que pode provocar febre alta, dores intensas e complicações sérias. Especialistas reforçam que a dengue continua sendo um problema relevante de saúde pública e que a prevenção depende da combinação entre vacinação, eliminação de focos do mosquito e conscientização da população.