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Uma operação integrada realizada na região de divisa entre os estados do Amapá e do Pará resultou na desativação de sete áreas de garimpo ilegal que estavam funcionando em plena atividade dentro da floresta amazônica. A ação teve início na última terça-feira e continua em andamento, mobilizando cerca de 80 agentes de diferentes órgãos de segurança e fiscalização ambiental. As atividades ocorreram entre os municípios de Laranjal do Jari e Almeirim, locais marcados pela presença de áreas de mata fechada e de difícil acesso. Para alcançar os pontos utilizados pelos garimpeiros, as equipes empregaram cinco aeronaves durante a operação. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram o trabalho de destruição das estruturas clandestinas montadas no interior da floresta. Até o momento, os órgãos responsáveis não informaram se houve prisões relacionadas à ação. A operação contou com a participação da Polícia Federal, do IBAMA, do ICMBio e da Força Nacional, que atuaram de forma conjunta para combater a exploração ilegal de recursos naturais na região amazônica.
Durante a operação, os agentes destruíram diversos equipamentos utilizados na atividade de mineração clandestina, incluindo quatro escavadeiras hidráulicas, dezenas de motores empregados na extração ilegal, tratores, quadriciclos, geradores de energia e vários acampamentos improvisados instalados dentro da floresta. Além disso, aproximadamente 3.300 litros de óleo diesel foram inutilizados pelas equipes de fiscalização. O combustível era utilizado para manter o funcionamento das máquinas pesadas usadas pelos garimpeiros. Segundo as autoridades, a estratégia adotada não teve como objetivo apenas apreender os equipamentos encontrados, mas impedir a retomada imediata das atividades ilegais na região. Por esse motivo, grande parte das estruturas e maquinários foi destruída no próprio local da operação. A medida busca reduzir a capacidade operacional dos grupos envolvidos com o garimpo clandestino e dificultar a reorganização das atividades criminosas em curto prazo.
As autoridades estimam que o prejuízo causado aos responsáveis pelas áreas ilegais ultrapasse seis milhões de reais. O combate ao garimpo ilegal tem sido intensificado na Amazônia devido aos impactos ambientais provocados por esse tipo de atividade, como desmatamento, contaminação de rios por substâncias tóxicas e destruição de ecossistemas protegidos. Além dos danos ambientais, as áreas de mineração clandestina também costumam estar associadas a outros crimes, incluindo invasão de terras públicas, exploração irregular de recursos minerais e formação de organizações criminosas. Operações integradas como essa buscam não apenas interromper atividades ilegais em andamento, mas também reforçar a presença do Estado em regiões remotas da floresta amazônica. A utilização de aeronaves e de grandes equipes de fiscalização demonstra a complexidade das ações necessárias para alcançar locais isolados e enfrentar estruturas montadas por grupos que atuam de maneira clandestina no interior da mata.

