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A Prefeitura de Salvador interditou uma clínica oftalmológica localizada no centro da cidade após o registro de complicações graves em pacientes submetidos a cirurgias de catarata. A decisão foi tomada pela Secretaria Municipal de Saúde depois que mais de 30 pessoas relataram efeitos adversos após um mutirão realizado no dia 26, incluindo dores intensas no olho operado, lacrimejamento constante e, em alguns casos, perda parcial ou total da visão. A clínica, que mantinha convênio com a prefeitura, também teve esse acordo suspenso de forma imediata como medida preventiva.
Após o surgimento das denúncias, parte dos pacientes afetados foi encaminhada para outra unidade oftalmológica da rede de saúde, onde permanece em acompanhamento médico. Outros casos foram direcionados ao Hospital Geral do Estado para atendimento especializado. Até o momento, não há uma definição oficial sobre as causas das reações adversas apresentadas pelos pacientes, o que levou à abertura de uma investigação mais ampla. Além da interdição do estabelecimento, a Secretaria Municipal de Saúde suspendeu provisoriamente o alvará sanitário da clínica e instaurou um processo administrativo para avaliar as condições estruturais, técnicas e operacionais do local e do procedimento realizado.
Paralelamente às ações da prefeitura, o Conselho Regional de Medicina da Bahia informou que também realizou uma fiscalização na unidade de saúde, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades no atendimento prestado durante o mutirão de cirurgias. O órgão destacou que, a depender dos resultados da análise técnica, poderá aplicar sanções administrativas ao estabelecimento e aos profissionais envolvidos. Em sua defesa, a clínica afirmou que todos os protocolos médicos, técnicos e de biossegurança foram rigorosamente seguidos durante os procedimentos realizados e declarou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações em andamento.

