MWM MWMW MWM MWMWMW, 25 de Fevereiro
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Uma operação policial de grande porte resultou na prisão de doze suspeitos investigados por integrar uma organização criminosa especializada em golpes digitais e lavagem de dinheiro. A ação mobilizou cerca de 400 agentes, entre policiais civis e promotores de justiça, para o cumprimento de 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão nos estados de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Entre os alvos está um artista do gênero funk, apontado pelas autoridades como suspeito de envolvimento no esquema. Ele não foi localizado durante as diligências e é considerado foragido. Segundo a investigação, há indícios de ligação entre o investigado e integrantes do grupo, incluindo o uso de imóveis como base para a prática de crimes de estelionato. Durante a operação, veículos e um cofre foram apreendidos, e os detidos foram encaminhados para a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).



A investigação indica que o grupo criminoso teria movimentado aproximadamente 100 milhões de reais por meio de fraudes aplicadas em diversas regiões do país. Com autorização judicial, foram bloqueadas 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas supostamente vinculadas ao esquema. De acordo com as autoridades, os criminosos utilizavam plataformas digitais, como sites de apostas e serviços financeiros online, para facilitar a circulação dos valores obtidos de forma ilícita. Entre os principais golpes identificados está o chamado “golpe do falso advogado”, no qual as vítimas são induzidas a realizar pagamentos sob a promessa de liberação de valores judiciais. Outro método recorrente é o “golpe da mão fantasma”, que consiste na indução da vítima a instalar aplicativos falsos, permitindo o acesso remoto ao celular e às contas bancárias.

Além disso, aposentados e pensionistas figuram entre os principais alvos da organização criminosa, especialmente em fraudes relacionadas a benefícios previdenciários. Segundo as apurações, os dados pessoais das vítimas eram obtidos por meio de empresas que ofereciam serviços de revisão de benefícios, possibilitando o envio de mensagens com links maliciosos. Ao acessá-los, os usuários tinham suas informações bancárias comprometidas, permitindo a realização de empréstimos e saques indevidos. Para ocultar a origem dos recursos, o grupo utilizava uma rede de empresas e até dados de terceiros para adquirir bens. A defesa do artista investigado informou que ainda não teve acesso completo aos autos do processo, mas sustenta que todas as movimentações financeiras possuem origem lícita e que a inocência será demonstrada no decorrer das investigações.