MWM MWMW MWM MWMWMW, 22 de Fevereiro
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Na Índia, a cúpula internacional dedicada aos impactos e ao futuro da inteligência artificial avançou para o seu segundo dia de debates, reunindo representantes de diversos países, empresas e governos interessados em discutir investimentos, aplicações práticas e o desenvolvimento dessa tecnologia. O encontro acontece em Nova Delhi, onde o contraste entre tradição e inovação se faz presente desde a chegada dos participantes, muitos deles utilizando meios de transporte locais, como os tradicionais “tuc-tucs”, em meio ao intenso trânsito da capital. No interior do centro de convenções, o ambiente é dominado por demonstrações tecnológicas avançadas, incluindo sistemas de refrigeração de alta complexidade voltados para computação de alto desempenho, capazes de manter chips em temperaturas extremamente baixas, próximas de -270 °C, condição necessária para maximizar o processamento de dados em aplicações de inteligência artificial e computação quântica.



Ao longo do evento, diferentes inovações são apresentadas ao público, com destaque para robôs controlados por inteligência artificial, que atraem grande atenção dos visitantes e simbolizam o avanço acelerado da automação. Além disso, startups de diversos países apresentam projetos que buscam transformar áreas como finanças, serviços públicos e segurança. Entre as propostas exibidas, algumas sugerem mudanças estruturais em sistemas financeiros capazes de alcançar bilhões de pessoas, enquanto outras são voltadas ao uso de inteligência artificial na área de segurança pública, com testes em andamento em forças policiais estaduais, especialmente no cruzamento de dados de ocorrências e no uso de reconhecimento facial. Segundo participantes do evento, embora essas ferramentas ainda não substituam o trabalho humano na resolução de crimes, elas já auxiliam significativamente na organização e análise de informações. Ao todo, mais de 600 startups participam da cúpula, disputando espaço para apresentar soluções e atrair investimentos, enquanto governos também buscam influenciar os rumos da regulamentação global da tecnologia.

No campo diplomático, o evento também serve como espaço para articulações políticas e econômicas. O Brasil, por exemplo, não montou um estande próprio, mas organizou uma apresentação institucional na qual seis ministros expuseram iniciativas e estratégias nacionais relacionadas à inteligência artificial. Em entrevista concedida durante o evento, o presidente brasileiro destacou o interesse em negociar internacionalmente a exploração de terras raras, conjunto de elementos químicos essenciais para a produção de equipamentos tecnológicos avançados, como ímãs e supercondutores. O país detém uma das maiores reservas mundiais desses recursos, o que amplia sua relevância estratégica nesse setor. Ainda no contexto da agenda internacional, foi mencionada a possibilidade de diálogo com lideranças de outros países, incluindo o presidente dos Estados Unidos, além de uma reunião prevista com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Durante essa visita de Estado, há expectativa de assinatura de um memorando de entendimento voltado justamente à cooperação em torno das terras raras e seu papel na cadeia global de tecnologia.