MWM MWMW MWM MWMWMW, 28 de Maio
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A Sociedade Brasileira de Cardiologia atualizou recentemente suas diretrizes sobre o uso do ecocardiograma, exame amplamente utilizado na avaliação do coração. A principal mudança é a recomendação de que o procedimento, sempre que possível, seja realizado com o paciente em movimento, caracterizando o chamado ecocardiograma de estresse. Essa modalidade permite observar o funcionamento do coração sob esforço físico ou induzido por medicamentos, oferecendo uma análise mais completa da capacidade cardíaca em situações de maior demanda. A medida passa a orientar tanto o sistema público de saúde quanto a rede privada, com o objetivo de ampliar a precisão dos diagnósticos e identificar alterações que podem não ser detectadas em repouso.



Um dos casos que ilustram a importância desse tipo de exame é o de uma paciente que nasceu com uma disfunção genética no coração e passou por cirurgia ainda bebê. Anos depois, após apresentar sintomas intensificados após um quadro de Covid-19, ela realizou um ecocardiograma de estresse enquanto pedalava durante o exame. Foi nesse momento que os médicos conseguiram identificar uma alteração na posição de uma artéria coronária, o que não havia sido detectado em exames anteriores realizados em repouso. A partir desse diagnóstico, foi indicada uma nova cirurgia para correção do problema, o que possibilitou a recuperação adequada da função cardíaca. O caso reforça como a avaliação do coração sob esforço pode ser decisiva para diagnósticos mais precisos.

Com base em evidências clínicas e no aumento da eficácia desse tipo de avaliação, a Sociedade Brasileira de Cardiologia passou a ampliar as indicações do ecocardiograma de estresse em diferentes contextos. O exame já pode ser utilizado não apenas na investigação de risco de infarto, mas também no acompanhamento de pacientes que tiveram Covid-19, pessoas em tratamento oncológico, transplantados, mulheres na menopausa e crianças com cardiopatias congênitas. A principal diferença em relação ao ecocardiograma convencional é que, no exame tradicional, o paciente permanece em repouso, enquanto no de estresse o coração é submetido a esforço, revelando alterações que poderiam passar despercebidas. Especialistas destacam que a adoção mais ampla dessa metodologia pode contribuir para diagnósticos mais precoces, tratamentos mais eficazes e redução de complicações graves, reforçando a importância de avaliar o coração em condições dinâmicas para salvar vidas.