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A produção de etanol no Brasil deve atingir um recorde histórico na safra 2026-2027, consolidando o biocombustível como uma das principais alternativas diante da alta dos combustíveis fósseis. Segundo entidades ligadas ao setor de bioenergia, a expectativa é que o país ultrapasse a marca de 40 bilhões de litros produzidos, superando o volume registrado na safra anterior, que já havia sido a maior da história. O crescimento da produção está relacionado principalmente ao aumento da demanda por combustíveis menos poluentes e à expansão das usinas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo. Aproximadamente 30 novas unidades produtoras devem iniciar operação ainda este ano, fortalecendo a capacidade nacional de fabricação de etanol. As regiões do Centro-Sul e do Nordeste continuam sendo os principais polos de produção, impulsionadas pelas lavouras de cana-de-açúcar e milho, matérias-primas essenciais para o biocombustível. Especialistas afirmam que o avanço do etanol contribui para reduzir a emissão de gases poluentes e ampliar a segurança energética do país em um cenário internacional marcado pela instabilidade no mercado de petróleo e combustíveis derivados.
A guerra no Oriente Médio também aumentou o interesse pelo etanol como alternativa mais econômica para os motoristas brasileiros. O conflito internacional provocou alta nos preços do petróleo em diversos países, pressionando os valores da gasolina e do diesel. Nesse contexto, o etanol passou a ser visto como uma opção mais competitiva nos postos de combustíveis. Especialistas do setor explicam que o etanol costuma ser vantajoso para o consumidor quando o preço corresponde a até 70% do valor da gasolina. Representantes da indústria de bioenergia afirmam que, enquanto gasolina e diesel registraram aumentos recentes, o etanol manteve relativa estabilidade devido à perspectiva de oferta recorde nesta safra. O Brasil ocupa atualmente a posição de segundo maior produtor mundial de biocombustíveis, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A produção prevista para este ciclo é equivalente a praticamente todo o consumo de gasolina registrado no país no ano anterior, fator que reduz a dependência brasileira em relação ao petróleo importado e fortalece o setor energético nacional em períodos de crise internacional.
Apesar da expectativa positiva para a produção recorde, economistas alertam que o preço do etanol ainda poderá sofrer reajustes nos próximos meses. Isso ocorre porque uma migração maior de consumidores da gasolina para o etanol pode elevar a demanda e pressionar os preços nas bombas. Além disso, toda a cadeia de produção e distribuição do biocombustível depende do uso de caminhões, tratores e máquinas abastecidas principalmente com diesel, combustível que também foi afetado pela alta internacional do petróleo. Especialistas avaliam, no entanto, que o aumento no preço do etanol tende a ser menor do que o registrado na gasolina graças ao crescimento da oferta nacional. O setor de bioenergia considera que a super safra de etanol representa uma importante ferramenta para amenizar os impactos econômicos provocados pela alta dos combustíveis fósseis. Além do benefício econômico, pesquisadores destacam que o fortalecimento dos biocombustíveis também contribui para a redução das emissões de carbono e para o desenvolvimento de uma matriz energética mais sustentável e menos dependente de combustíveis derivados do petróleo.

