MWM MWMW MWM MWMWMW, 13 de Abril
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A colheita do amendoim avança de forma positiva no estado de São Paulo, principalmente na região centro-oeste paulista, onde produtores registram aumento na produtividade e melhoria na qualidade dos grãos. Em propriedades localizadas em municípios como Tupã, o trabalho ocorre em ritmo acelerado durante a retirada das vagens do solo. Após o arranquio, o amendoim permanece exposto ao sol por alguns dias para reduzir a umidade natural das sementes antes do armazenamento e do processo final de secagem. Inicialmente, o produto apresenta índices de umidade entre 40% e 45%, mas após a secagem natural e mecânica esse percentual é reduzido para cerca de 8%, condição ideal para comercialização e armazenamento. Os produtores estimam uma safra bastante superior à registrada no ano anterior. Em uma das fazendas da região, a expectativa é alcançar aproximadamente 2.500 toneladas de produção, volume cerca de 60% maior em comparação com a temporada passada. Segundo agricultores e técnicos do setor, o principal fator responsável pelos bons resultados é a regularidade das chuvas, que favoreceu o desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo produtivo. Diferentemente dos últimos anos, quando a seca prejudicou a agricultura no centro-oeste paulista, o atual regime climático contribuiu para o crescimento saudável das plantações e para o aumento da produtividade em diversas regiões produtoras.



Além do crescimento na quantidade produzida, as condições climáticas também beneficiaram diretamente a qualidade do amendoim colhido em São Paulo. A combinação entre chuvas bem distribuídas e períodos de sol durante a colheita reduziu significativamente a incidência de fungos nas lavouras. Esses fungos podem produzir substâncias tóxicas conhecidas como aflatoxinas, prejudiciais à saúde humana e capazes de inviabilizar a comercialização do produto tanto no mercado interno quanto nas exportações. A diminuição da contaminação representa um avanço importante para os produtores, já que o controle de qualidade é um dos principais fatores exigidos pelos compradores nacionais e internacionais. Apesar do cenário favorável na produção, os agricultores ainda enfrentam dificuldades relacionadas aos preços pagos pelo produto. Mesmo com uma oferta menor registrada no ano anterior, grandes produtores internacionais, como Estados Unidos, Argentina e Índia, obtiveram boas safras, provocando excesso de oferta no mercado mundial e pressionando os preços para baixo. Atualmente, os produtores brasileiros recebem entre 70 e 80 reais por saca, valores considerados baixos diante do aumento dos custos de produção, especialmente com fertilizantes, combustíveis e insumos agrícolas.

Mesmo com a pressão econômica provocada pelos preços reduzidos, produtores mantêm expectativas positivas em relação ao mercado nos próximos meses, principalmente devido ao aumento das exportações brasileiras de amendoim. Agricultores relatam que a qualidade superior da atual safra poderá favorecer a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Em municípios como Quatá, os produtores observam melhora significativa na formação das vagens, no tamanho dos grãos e na redução de manchas causadas por doenças e condições climáticas adversas. Segundo os agricultores, o plantio realizado dentro do período considerado ideal e a regularidade das chuvas contribuíram diretamente para o bom desenvolvimento das lavouras. Em algumas propriedades, a área plantada também foi ampliada em comparação ao ano passado, aumentando a expectativa de produtividade. O estado de São Paulo permanece como o maior produtor de amendoim do Brasil e concentra grande parte da produção nacional destinada tanto ao consumo interno quanto à exportação. O desempenho positivo da safra reforça a importância do setor para a economia agrícola paulista e demonstra como fatores climáticos favoráveis podem influenciar diretamente a produtividade, a qualidade e a competitividade da produção agrícola brasileira.