MWM MWMW MWM MWMWMW, 19 de Abril
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A presença excessiva de pombos em áreas urbanas se tornou alvo de preocupação das autoridades e motivou uma decisão judicial em São Luís, no Maranhão. A Justiça determinou que a prefeitura adote medidas de controle da população dessas aves no perímetro urbano da cidade, especialmente em regiões de grande circulação de pessoas. Um dos principais pontos afetados é a Praça Deodoro, localizada no centro histórico da capital maranhense, próxima ao maior centro comercial do estado. O local recebe diariamente milhares de pessoas e registra grande concentração de pombos urbanos, aumentando o risco de contato direto entre os animais e a população. Especialistas alertam que, apesar de parecerem inofensivos, os pombos podem transmitir diversas doenças, incluindo problemas respiratórios, infecções intestinais e até meningite. A contaminação ocorre principalmente por meio das fezes das aves, que, quando secam, podem se transformar em partículas de poeira inaladas pelas pessoas, representando risco à saúde pública.



A situação passou a ser acompanhada judicialmente após moradores acionarem a Justiça em 2018, reclamando da ausência de medidas eficazes para controlar a presença das aves na região central da cidade. Desde então, o Ministério Público vem cobrando providências da administração municipal para reduzir os riscos sanitários associados ao aumento da população de pombos. Segundo informações apresentadas no processo, inicialmente a prefeitura argumentou que não havia registros oficiais de doenças relacionadas aos animais e, por isso, não teria implementado ações específicas de controle. No entanto, em 2023, a Justiça condenou o município a adotar medidas preventivas permanentes. Entre as ações previstas estão a instalação de telas de proteção em prédios públicos, estratégias para impedir o pouso das aves em áreas movimentadas e campanhas de orientação à população sobre os riscos de alimentar os pombos. O objetivo é diminuir a concentração dos animais sem realizar captura ou maus-tratos, já que os pombos são considerados animais silvestres protegidos pela legislação ambiental.

Especialistas em saúde pública e meio ambiente reforçam que o fornecimento de alimento pela população é um dos principais fatores responsáveis pela permanência e reprodução dos pombos em espaços urbanos. Muitas pessoas alimentam as aves de maneira aparentemente inocente, sem considerar os impactos sanitários provocados pelo crescimento descontrolado da espécie. O excesso de pombos em praças, prédios e áreas comerciais favorece o acúmulo de fezes e aumenta o risco de disseminação de doenças, além de causar danos estruturais em monumentos e construções. A recomendação das autoridades é que a população evite alimentar os animais e colabore com as medidas de controle adotadas pelo poder público. O caso de São Luís também serve como alerta para outras cidades brasileiras que enfrentam problemas semelhantes relacionados à superpopulação de pombos em ambientes urbanos. A expectativa é que as ações determinadas pela Justiça contribuam para reduzir os riscos à saúde e melhorar as condições sanitárias nos espaços públicos da capital maranhense.