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Na região da Grande Vitória, no Espírito Santo, ciclistas que utilizam uma via compartilhada com pedestres vêm enfrentando um problema considerado perigoso e recorrente. Diversas pessoas relataram que taxinhas metálicas estão sendo espalhadas propositalmente ao longo da pista, causando furos em pneus de bicicletas, especialmente em modelos elétricos. Os episódios acontecem em um trecho de uma das rodovias mais movimentadas da região, responsável pela ligação entre a capital capixaba e o município da Serra. Imagens registradas por ciclistas mostram pneus danificados e pessoas interrompendo o trajeto para tentar realizar reparos improvisados às margens da via. Segundo relatos, o problema começou há cerca de duas semanas e desde então vem causando prejuízos financeiros e transtornos para trabalhadores, estudantes e usuários que dependem da bicicleta como meio de transporte diário. Muitos afirmam que os objetos metálicos aparecem repetidamente no mesmo trecho, mesmo após ações de limpeza realizadas pelo poder público municipal. A situação gerou preocupação entre os frequentadores da ciclovia, que passaram a considerar o trajeto inseguro devido ao risco de acidentes e danos constantes aos veículos.
Entre os relatos apresentados pelas vítimas, há casos de pessoas que precisaram substituir completamente a câmara de ar das bicicletas por causa da quantidade de perfurações provocadas pelas taxinhas. Alguns ciclistas afirmam ter passado diversas vezes pelos objetos espalhados no chão, acumulando prejuízos com manutenção e reposição de peças. Uma das vítimas relatou que precisou interromper suas atividades após perceber que o pneu havia sido perfurado durante o trajeto. Outro usuário explicou que atualmente carrega uma câmara de ar reserva e uma bomba de enchimento para conseguir continuar trabalhando caso encontre novas taxinhas pelo caminho. Vídeos gravados por moradores e ciclistas mostram pessoas retirando os objetos metálicos do chão e tentando alertar outros usuários da pista compartilhada. A repetição dos episódios aumentou a sensação de revolta entre os frequentadores da região, principalmente porque o custo para reparar bicicletas elétricas costuma ser elevado. Os ciclistas também demonstram preocupação com a possibilidade de acidentes mais graves, já que um pneu furado repentinamente pode provocar quedas, especialmente em trechos de maior velocidade ou movimento intenso.
A Prefeitura de Vitória informou que equipes de limpeza urbana realizaram ações para remover as taxinhas da pista compartilhada, mas destacou que os objetos voltaram a aparecer posteriormente no local. Já a Polícia Civil do Espírito Santo orientou as vítimas a registrarem boletins de ocorrência para que os fatos possam ser investigados formalmente. Segundo a polícia, os registros são importantes para identificar os responsáveis e determinar em qual tipo de crime a conduta pode ser enquadrada. Moradores da região e usuários da ciclovia defendem a instalação de câmeras de videomonitoramento ao longo da via para facilitar a identificação de quem estaria espalhando as taxinhas. Há ainda relatos de que os objetos metálicos também teriam sido encontrados próximos à região da universidade federal localizada na área. Enquanto não há identificação dos responsáveis, ciclistas seguem utilizando o trajeto com receio de novos danos e acidentes, adotando medidas preventivas improvisadas para tentar reduzir os prejuízos causados pelos episódios registrados nas últimas semanas.

