MWM MWMW MWM MWMWMW, 28 de Abril
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O desastre nuclear de Chernobyl completou 40 anos em meio a novas preocupações sobre a segurança da antiga usina, considerada o pior acidente nuclear da história. O evento ocorreu na madrugada de 26 de abril de 1986, quando o reator 4 da usina localizada na atual Chernobyl, então parte da antiga União Soviética, explodiu durante um teste de segurança. A operação simulava uma queda de energia, mas um pico inesperado provocou o superaquecimento do reator, resultando em uma explosão que lançou grande quantidade de material radioativo na atmosfera. A nuvem contaminada se espalhou por diversas regiões da Europa e chegou até áreas da América do Norte, sendo responsável pela evacuação imediata de cerca de 50 mil habitantes da cidade vizinha de Pripyat.



Em resposta ao desastre, a União Soviética construiu inicialmente uma estrutura de contenção conhecida como “sarcófago”, utilizada para isolar o reator destruído e reduzir a emissão de radiação. Décadas depois, em 2019, foi inaugurado o chamado Novo Confinamento Seguro, uma gigantesca estrutura de aço projetada para envolver o antigo reator e permitir sua desmontagem gradual com segurança. O investimento ultrapassou 1,5 bilhão de euros e a construção foi planejada para durar cerca de 100 anos. No entanto, em fevereiro do ano passado, a estrutura foi atingida por um drone, provocando um buraco no domo e gerando um incêndio que durou 17 dias, além de comprometer parte do isolamento contra radiação. As autoridades ucranianas atribuíram o ataque à Rússia, que negou envolvimento.

Com a passagem de quatro décadas, o acidente segue gerando impactos e exigindo medidas contínuas de monitoramento e reparo. A Agência Internacional de Energia Atômica informou recentemente que o Novo Confinamento Seguro já não cumpre plenamente sua função de proteção e que há risco de colapso parcial até 2030, o que poderia liberar novamente material radioativo na atmosfera. O custo estimado para os reparos ultrapassa 500 milhões de euros, com apoio financeiro inicial da União Europeia, França e Reino Unido. Paralelamente às questões estruturais, o aniversário do desastre foi marcado por homenagens às vítimas e aos chamados “liquidadores”, cerca de 600 mil trabalhadores civis e militares que atuaram na contenção da crise. Em cerimônias realizadas na zona de exclusão da usina, autoridades como o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky prestaram tributos às vítimas e reforçaram que o legado de Chernobyl permanece atual, especialmente diante das novas tensões geopolíticas na região.