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Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolveram uma tecnologia inovadora para combater o avanço do coral-sol, uma espécie invasora que ameaça o equilíbrio dos ecossistemas marinhos na costa brasileira. Tradicionalmente, a remoção desse organismo era realizada de forma manual, exigindo grande esforço dos mergulhadores e apresentando limitações quanto à eficiência e ao controle dos impactos ambientais. Com o novo método, passaram a ser utilizados equipamentos elétricos projetados especificamente para atuar de maneira precisa sobre as colônias do coral invasor. Essa abordagem permite uma ação localizada, reduzindo significativamente o risco de danos a outras espécies marinhas e garantindo maior segurança ambiental durante o processo de manejo.
A adoção dessa tecnologia resultou em ganhos importantes de produtividade e eficácia. Com os novos equipamentos, os mergulhadores conseguem remover uma quantidade maior de colônias em menos tempo, tornando o trabalho mais ágil e eficiente. Além disso, um dos principais avanços está na redução da capacidade de regeneração do coral-sol. No método anterior, fragmentos deixados no ambiente podiam se recompor e originar novas colônias em pouco tempo, exigindo revisitas frequentes às mesmas áreas. Com a nova técnica, esse problema foi minimizado, diminuindo a necessidade de intervenções repetidas e contribuindo para um controle mais duradouro da espécie invasora. Esse progresso representa um passo relevante na preservação da biodiversidade marinha, ao permitir um manejo mais eficaz e sustentável.
O coral-sol, originário dos oceanos Índico e Pacífico, teria sido introduzido no litoral brasileiro por meio de embarcações, aderido aos cascos de navios. Desde a década de 1980, a espécie vem se espalhando ao longo da costa, atualmente presente em uma extensa faixa que vai do Ceará a Santa Catarina. Seu principal impacto ambiental está relacionado à competição por espaço, uma vez que cresce sobre rochas submersas, impedindo a fixação e o desenvolvimento de espécies nativas. Diante desse cenário, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis implementaram, desde 2018, um plano nacional de prevenção, controle e monitoramento da espécie. A nova ferramenta desenvolvida pela UFSC surge, portanto, como um importante reforço nesse esforço, contribuindo para a proteção dos ecossistemas marinhos e a manutenção do equilíbrio ambiental.

