MWM MWMW MWM MWMWMW, 24 de Fevereiro
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Os produtores de cebola em Santa Catarina enfrentam um cenário econômico desfavorável, marcado pela queda acentuada nos preços do produto, o que tem comprometido a rentabilidade da atividade agrícola. Em municípios tradicionalmente produtores, como Ituporanga, agricultores relatam dificuldades inéditas, mesmo diante de uma safra considerada expressiva, com aumento significativo da produção em relação ao ano anterior. A elevação da oferta no mercado, somada à demanda enfraquecida, resultou em uma desvalorização do produto, levando muitos produtores a adiarem a comercialização na expectativa de melhores condições. Entretanto, o cenário atual tem impedido a recuperação dos preços, agravando a situação financeira dos trabalhadores rurais.



De acordo com dados locais, o custo médio de produção da cebola gira em torno de R$ 1,30 por quilograma, enquanto o valor pago ao produtor tem ficado próximo de R$ 0,67, ou seja, cerca da metade do necessário para cobrir os custos. Essa diferença tem gerado prejuízos expressivos, estimados entre R$ 20 mil e R$ 25 mil por hectare cultivado. Diante desse quadro, autoridades municipais têm adotado medidas emergenciais, como a decretação de situação de emergência econômica, que permite a revisão de prazos para pagamento de dívidas e a criação de programas de apoio ao setor agrícola. A iniciativa busca reduzir os impactos imediatos e oferecer algum suporte aos produtores afetados pela crise.

Além de Ituporanga, outros municípios da região também enfrentam dificuldades semelhantes, o que evidencia a dimensão do problema no estado. Produtores manifestam preocupação com a continuidade da atividade, uma vez que a repetição de safras com preços baixos pode comprometer não apenas a renda, mas também a estrutura produtiva das propriedades. Em alguns casos, a incerteza quanto à recuperação do mercado tem levado agricultores a considerar a redução da área plantada nos próximos ciclos. Apesar do cenário adverso e da ausência de perspectivas claras de melhora no curto prazo, os produtores mantêm a expectativa de que as condições de mercado possam se tornar mais favoráveis, permitindo a recuperação gradual da atividade.