MWM MWMW MWM MWMWMW, 15 de Abril
-


A Polícia Federal realizou uma grande operação contra lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ilegais que, segundo as investigações, teriam ultrapassado 1 bilhão e 600 milhões de reais. A ação, denominada Operação Narcofluxo, teve como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar em atividades como tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas virtuais clandestinas. Entre os investigados estavam artistas e influenciadores digitais de grande alcance nas redes sociais. Os cantores MC Rian SP e MC Pose do Rodo foram presos durante a operação. MC Rian SP foi detido em um condomínio de luxo em Bertioga, no litoral paulista, enquanto participava de uma festa. Na residência do artista, os agentes apreenderam diversos objetos de valor, incluindo um colar com a imagem do traficante colombiano Pablo Escobar. Já MC Pose do Rodo foi preso em sua casa, localizada no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, os dois artistas utilizariam o sucesso na carreira musical como forma de justificar movimentações financeiras milionárias consideradas incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados. A operação mobilizou cerca de 200 policiais federais em diferentes estados brasileiros e incluiu dezenas de mandados de prisão e busca e apreensão autorizados pela Justiça.



As investigações apontam que a organização criminosa utilizava a indústria do entretenimento e o ambiente digital para ocultar recursos obtidos de maneira ilegal. Além dos cantores, empresários e influenciadores digitais também foram alvos da operação. Em Goiânia, foi preso o influenciador Rafael Souza Oliveira, conhecido por administrar uma página de grande alcance nas redes sociais. Segundo a Polícia Federal, o grupo se aproveitava da visibilidade de pessoas públicas para divulgar empresas de apostas ilegais e movimentar recursos financeiros sem despertar suspeitas imediatas das instituições bancárias e dos sistemas de fiscalização. Os investigadores afirmam que os envolvidos recebiam altos valores por publicidade, venda de ingressos de eventos e produtos digitais, mecanismos utilizados para justificar o crescimento acelerado do patrimônio dos investigados. A apuração também revelou possíveis vínculos entre integrantes do esquema e facções criminosas. De acordo com a Polícia Federal, o grupo fazia uso de criptomoedas, dinheiro em espécie e contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para dificultar o rastreamento da origem ilícita dos recursos movimentados pela organização criminosa.

Durante a Operação Narcofluxo, a Polícia Federal apreendeu armas, celulares, relógios de luxo, veículos de alto valor, computadores, documentos e aproximadamente 20 milhões de reais apenas em automóveis de luxo. As autoridades afirmam que o esquema permitia aos investigados integrar recursos ilegais ao patrimônio pessoal, financiando festas, imóveis e bens de ostentação frequentemente exibidos nas redes sociais. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 39 mandados de prisão e 45 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. A operação é considerada um desdobramento de investigações anteriores relacionadas a apostas ilegais e organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas. As defesas dos investigados afirmaram que ainda não tiveram acesso integral ao processo e negaram irregularidades. Os advogados de MC Rian SP declararam que o artista possui renda comprovada e recolhe corretamente os impostos sobre seus ganhos. Já a defesa de MC Pose do Rodo informou que pretende solicitar a liberdade do cantor e apresentar esclarecimentos após analisar os documentos da investigação. Até o momento, as defesas de outros investigados citados na operação não haviam se manifestado publicamente.