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A nova classificação de eficiência energética das geladeiras passou a vigorar com o objetivo de simplificar a escolha dos consumidores e tornar mais claras as informações sobre consumo de energia. O sistema, regulamentado pelo governo federal, reduziu o número de categorias presentes nas etiquetas dos produtos, que antes iam de níveis mais amplos e complexos, incluindo subdivisões como A3+ até C, para um modelo mais enxuto. Atualmente, a classificação conta apenas com três faixas: A, B e C, sendo a categoria A a mais eficiente em termos de economia de energia. Essa mudança também levou à eliminação de modelos que não atendiam aos novos padrões mínimos de eficiência estabelecidos pelo Ministério de Minas e Energia, proibindo sua fabricação desde dezembro do ano anterior.
Além disso, a nova regra também se aplica a produtos importados e estabelece um período de transição para o mercado. Geladeiras antigas ainda podem ser comercializadas, porém apenas até o fim do ano vigente, e a previsão é que, a partir de 2027, apenas equipamentos classificados como A, B ou C possam ser vendidos no país. Segundo dados do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), os novos modelos são, em média, cerca de 17% mais eficientes no consumo de energia elétrica, o que representa uma redução significativa no gasto mensal das famílias. O governo federal também projeta impactos ambientais positivos, estimando que a medida possa evitar a emissão de aproximadamente 6 milhões de toneladas de dióxido de carbono até o ano de 2030, contribuindo para metas climáticas e para a redução do impacto ambiental do setor residencial.
No campo econômico e industrial, representantes do setor de eletrodomésticos reconhecem que a mudança traz benefícios a longo prazo, mas também apontam possíveis ajustes iniciais nos preços dos produtos, já que a fabricação de equipamentos mais eficientes exige componentes mais robustos e tecnologias mais avançadas. Ainda assim, a expectativa é de que a concorrência no mercado brasileiro ajude a manter os valores acessíveis ao consumidor ao longo do tempo. Diante desse cenário, consumidores também têm ajustado seus hábitos de compra, priorizando eficiência e durabilidade. Em muitos casos, a substituição de geladeiras antigas ocorre quando os aparelhos começam a apresentar falhas, o que reforça a importância de planejamento e atenção ao consumo energético na escolha de novos eletrodomésticos.

