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Uma nova lei aprovada em Porto Alegre passou a exigir que todos os pet shops da cidade realizem gravações em vídeo dos procedimentos de banho e tosa realizados em cães e gatos. A medida foi criada com o objetivo de aumentar a segurança dos animais, garantir maior transparência na prestação dos serviços e prevenir casos de maus-tratos dentro dos estabelecimentos. A legislação determina que as imagens sejam armazenadas por pelo menos sete dias e fiquem disponíveis para consulta dos tutores sempre que houver solicitação. A decisão foi bem recebida por muitos proprietários de animais de estimação, que consideram cães e gatos integrantes da família e demonstram preocupação ao deixá-los sob os cuidados de terceiros. Segundo tutores entrevistados, o acesso às gravações oferece mais tranquilidade, permitindo verificar como os animais são tratados durante os procedimentos e aumentando a confiança nos serviços prestados pelos estabelecimentos especializados em cuidados pet.
Os pet shops da capital gaúcha passaram a adaptar suas estruturas para cumprir as novas exigências. Em um dos estabelecimentos da cidade, o sistema de monitoramento registra todas as etapas do atendimento, desde a chegada do animal ao local até o momento em que ele é devolvido ao tutor. As imagens incluem o período de espera, o banho, a secagem, a tosa e a permanência nas áreas internas do estabelecimento. Segundo os responsáveis pelo serviço, as gravações ajudam a esclarecer dúvidas, solucionar possíveis conflitos e comprovar a qualidade do atendimento prestado. Porto Alegre possui atualmente cerca de 948 pet shops que oferecem serviços de banho e tosa, e todos deverão seguir as determinações previstas na legislação. Os estabelecimentos que descumprirem as regras poderão ser multados em valores que chegam a R$ 6 mil. As autoridades também orientam os consumidores a verificarem se os locais já possuem equipamentos de monitoramento instalados, especialmente nas áreas onde os procedimentos são realizados.
A legislação ainda prevê alternativas para situações em que o estabelecimento não disponha de câmeras fixas. Nesses casos, o registro poderá ser feito por meio de aparelhos celulares, desde que o procedimento fique devidamente documentado. Caso o tutor solicite acesso às imagens e o pet shop se recuse a fornecer o material, a orientação é registrar denúncia junto à Prefeitura de Porto Alegre, órgão responsável pela fiscalização da nova regra. Para os defensores da medida, a gravação dos atendimentos representa um importante instrumento de proteção animal e também de segurança jurídica para os próprios estabelecimentos, já que as imagens podem servir como prova em eventuais situações de suspeita de maus-tratos ou acidentes. Especialistas e representantes do setor avaliam que a iniciativa contribui para fortalecer a confiança entre tutores e empresas, além de incentivar melhores práticas no atendimento aos animais domésticos. A expectativa é que a medida amplie o controle sobre os serviços prestados e ajude a garantir mais cuidado, transparência e bem-estar aos animais atendidos nos pet shops da cidade.

