MWM MWMW MWM MWMWMW, 28 de Maio
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O número de acidentes envolvendo motocicletas tem aumentado de forma expressiva em todo o Brasil, provocando impacto direto na rede pública de saúde, especialmente em hospitais de referência em trauma. No Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, a situação é de superlotação. Em apenas uma manhã, 13 vítimas de acidentes com motos deram entrada na unidade, que possui 240 leitos, dos quais 192 estavam ocupados por pacientes desse tipo de ocorrência. O hospital registrou ainda cerca de 3.800 atendimentos relacionados a acidentes com motocicletas apenas entre o início do ano e abril, número aproximadamente um terço maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Profissionais de saúde apontam que o crescimento envolve tanto motocicletas convencionais quanto motos elétricas e veículos usados em aplicativos de transporte.



Os relatos dos pacientes atendidos revelam a gravidade dos acidentes e o impacto físico e social dessas ocorrências. Muitos dos internados apresentam fraturas complexas, lesões graves e múltiplas cirurgias, com longos períodos de internação que podem durar meses. Há casos de trabalhadores que utilizam a motocicleta como principal meio de sustento e, mesmo após acidentes sucessivos, continuam expostos diariamente ao trânsito. Em 2025, o hospital passou a registrar uma média de 30 acidentados por dia, número que chega a triplicar nos fins de semana. Segundo médicos da unidade, a complexidade das lesões tem aumentado e cerca de um terço dos pacientes atendidos evolui com sequelas permanentes, o que amplia os impactos sociais e econômicos da situação.

Dados nacionais reforçam a dimensão do problema, indicando que entre 2022 e 2025 quase 50 mil pessoas morreram em acidentes de trânsito envolvendo motocicletas no Brasil. No estado do Rio de Janeiro, o aumento das mortes chegou a 55% no período, totalizando cerca de 1.900 óbitos, enquanto em São Paulo foram registradas mais de 9 mil mortes, com crescimento de aproximadamente 24% nos últimos quatro anos. Autoridades e especialistas em segurança viária alertam que a maioria dos acidentes poderia ser evitada com medidas de prevenção, fiscalização e conscientização. Durante campanhas internacionais de segurança no trânsito, reforça-se a ideia de que o problema já ultrapassa a esfera individual e se configura como uma crise de saúde pública. Enquanto isso, pacientes relatam mudanças drásticas em suas vidas após os acidentes, incluindo perda de mobilidade e até abandono da atividade profissional, evidenciando o impacto humano por trás das estatísticas.