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Produtores rurais do Vale do São Francisco estão comemorando os efeitos do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor provisoriamente no início do mês. A principal mudança para o setor de fruticultura foi a eliminação das tarifas de exportação aplicadas à uva brasileira vendida para países europeus. Antes do acordo, as taxas cobradas variavam entre 8% e 14,7%, encarecendo o produto nacional no mercado internacional. Agora, com a isenção tarifária, produtores esperam ampliar as exportações, aumentar a competitividade da fruta brasileira e fortalecer a economia regional. No município de Petrolina, considerado um dos principais polos agrícolas do país, produtores utilizam tecnologia de irrigação e as condições climáticas favoráveis do sertão nordestino para manter a produção de uvas durante todo o ano. O clima quente e a elevada incidência solar favorecem o desenvolvimento da fruta, aumentando o teor de açúcar e a qualidade do produto exportado para diversos países.
O Brasil ocupa atualmente a posição de terceiro maior produtor de frutas do mundo, e o Vale do São Francisco lidera praticamente toda a produção nacional de uva de mesa destinada à exportação. A região, formada por municípios de Pernambuco e da Bahia, responde por cerca de 99% das exportações brasileiras desse tipo de fruta. Somente no ano passado, mais de 62 mil toneladas de uva foram enviadas ao exterior, gerando receita superior a 158 milhões de dólares. Quase metade desse volume teve como destino países da União Europeia. Entre os principais mercados consumidores estão Alemanha, Holanda e Canadá. Produtores afirmam que a retirada das tarifas torna a uva brasileira mais competitiva em relação aos produtos de outros países exportadores. Além disso, o acordo comercial deve estimular novos investimentos em infraestrutura agrícola, ampliação de áreas cultivadas e modernização dos sistemas produtivos utilizados na região nordestina.
Os efeitos econômicos da medida já começam a ser percebidos por agricultores locais e cooperativas agrícolas voltadas à exportação. Em propriedades rurais da região, produtores iniciaram projetos de expansão das plantações para atender ao crescimento esperado da demanda internacional. Agricultores que já exportam para vários países europeus acreditam que a redução dos custos tributários permitirá aumentar a presença da fruta brasileira no exterior e ampliar a geração de empregos no campo. A expectativa do setor é que o acordo comercial fortaleça não apenas a economia regional, mas também a posição do Brasil no mercado global de frutas frescas. Especialistas destacam que o aumento das exportações pode estimular novos investimentos privados, elevar a renda de trabalhadores rurais e impulsionar o desenvolvimento econômico em municípios do semiárido nordestino. O cenário é visto pelos produtores como uma oportunidade estratégica para consolidar o Vale do São Francisco como uma das principais regiões exportadoras de frutas do mundo.

