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Os dados da economia brasileira mostram que, embora todos os setores tenham registrado crescimento, dois segmentos tiveram papel de destaque: a agropecuária e as exportações. Esse desempenho foi ainda mais relevante por ter ocorrido em um ano marcado por tensões no comércio internacional, incluindo medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos. O avanço do Produto Interno Bruto, portanto, foi fortemente influenciado pelo desempenho do campo, que acabou irradiando efeitos positivos para outras áreas da economia.
Segundo o IBGE, a agropecuária cresceu 11,7% no ano, impulsionada principalmente pela produção de soja e milho, além de laranja, leite e abate de bovinos. Esse resultado foi atribuído a um bom planejamento de safra e a condições climáticas favoráveis, que ajudaram a elevar a produtividade média. A soja, em especial, teve papel central por ser o principal produto agropecuário do país e também um dos mais relevantes na pauta de exportações brasileiras. Já as exportações como um todo cresceram 6,2%, influenciadas não apenas pelos produtos agrícolas, mas também pelo envio de petróleo e veículos. Em contrapartida, as importações aumentaram 4,5%, com destaque para a compra de produtos químicos, máquinas e equipamentos, refletindo investimentos necessários à modernização da produção.
No campo, o impacto desse crescimento é perceptível nas novas práticas adotadas pelos produtores rurais. Em regiões como Mato Grosso do Sul, a safra de soja já em andamento indica a possibilidade de mais um ano de bons resultados, impulsionada por condições climáticas favoráveis e maior uso de tecnologia. O planejamento ao longo da safra tem incluído investimentos em maquinário, ajustes de manejo e adoção de ferramentas digitais como imagens de satélite, drones e mapas de colheita, que permitem maior precisão na gestão das lavouras. Esse processo de modernização também é percebido pelos trabalhadores, que relatam o uso de máquinas cada vez mais sofisticadas, capazes de fornecer dados em tempo real sobre produção e umidade. Assim, o crescimento do setor agropecuário não se explica apenas pelo clima ou pela demanda externa, mas por uma transformação contínua na forma de produzir no campo brasileiro.

