MWM MWMW MWM MWMWMW, 25 de Maio
-


Os estados de Goiás e Tocantins registram um crescimento expressivo nos casos de dengue desde o início do ano, em contraste com a tendência nacional de redução da doença. Enquanto o Brasil apresentou queda significativa nas notificações entre janeiro e maio, passando de mais de um milhão de casos para pouco mais de 300 mil registros, o Tocantins observou um aumento acelerado da doença no mesmo período. O número de casos saltou de aproximadamente 1.500 para mais de 15 mil ocorrências confirmadas, além do registro de mortes provocadas pela forma grave da enfermidade. Em Araguaína, uma das cidades mais afetadas, pacientes relataram sintomas intensos como febre alta, dores no corpo, mal-estar e complicações hemorrágicas. O avanço da dengue grave preocupa autoridades de saúde, especialmente devido à pressão sobre hospitais e unidades de pronto atendimento. Especialistas afirmam que a situação exige medidas emergenciais de controle e reforço das campanhas de prevenção para evitar novas mortes e reduzir a transmissão do vírus em regiões mais vulneráveis.



Pesquisadores apontam que um dos fatores responsáveis pelo agravamento da situação é a circulação simultânea de diferentes sorotipos do vírus da dengue em alguns municípios. Essa condição aumenta o risco de casos mais graves, principalmente em pessoas que já tiveram contato anterior com outro tipo do vírus. Além disso, especialistas destacam que algumas cidades enfrentaram circulação tardia da doença, prolongando o período de transmissão e dificultando o controle dos focos do mosquito Aedes aegypti. Diante do avanço da dengue, o Ministério da Saúde recomendou a realização de mutirões de vacinação em municípios mais atingidos, ampliando temporariamente a faixa etária atendida para pessoas entre 15 e 59 anos. No entanto, a procura pela vacina ficou abaixo do esperado em diversas localidades. Em Araguaína, cidade responsável por grande parte dos casos e mortes registrados no Tocantins, apenas cerca de 33% do público-alvo recebeu a vacina dentro do prazo inicial da campanha. Por causa da baixa adesão, as autoridades decidiram ampliar o período de vacinação na tentativa de alcançar mais moradores e aumentar a proteção coletiva contra a doença.

Goiás também enfrenta um cenário preocupante e registra atualmente uma das maiores taxas de incidência de dengue do país, ultrapassando mil casos para cada 100 mil habitantes. O estado acumula dezenas de milhares de notificações e diversas mortes relacionadas à doença. Autoridades de saúde destacam que a vacinação em larga escala pode contribuir não apenas para proteger indivíduos imunizados, mas também para reduzir a circulação do vírus entre a população. Pessoas que enfrentaram formas graves da dengue reforçam a importância da prevenção doméstica, como eliminação de recipientes com água parada, limpeza de quintais e conscientização da comunidade. As secretarias estaduais de saúde de Goiás e Tocantins informaram que intensificaram campanhas educativas, mutirões de limpeza e ações de combate ao mosquito transmissor. Os governos estaduais também afirmaram ter investido em equipamentos, capacitação de profissionais e tecnologia para melhorar o monitoramento da doença e ampliar a capacidade de atendimento médico. Especialistas alertam que a participação da população continua sendo fundamental para controlar a dengue e evitar novos surtos em regiões já fortemente afetadas pela doença.