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A Polícia Federal realizou uma operação simultânea nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e estelionato. A investigação aponta que o grupo utilizava empresas de fachada, movimentações financeiras irregulares e dados falsos para cometer crimes contra instituições financeiras, incluindo a Caixa Econômica Federal e outros bancos privados. A ação contou também com apoio da Polícia Militar e resultou no cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão. Segundo os investigadores, os criminosos teriam movimentado cerca de 500 milhões de reais ao longo dos últimos anos por meio de operações financeiras suspeitas. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite inicial de 47 milhões de reais. As autoridades afirmam que a operação busca interromper o fluxo financeiro da organização e identificar todos os envolvidos no esquema, incluindo pessoas ligadas ao sistema bancário e integrantes de facções criminosas.
As investigações começaram em 2024 e revelaram que o grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras, permitindo o acesso irregular a sistemas bancários e facilitando movimentações ilegais de dinheiro. Entre os alvos da operação estão gerentes de bancos, contadores, empresários e integrantes de facções criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo, incluindo suspeitos de ligação com o Comando Vermelho. A polícia informou que um dos principais investigados é apontado como chefe do esquema e estaria localizado na cidade de Americana, mas segue foragido. Também houve mandados nas cidades de Campinas, Limeira, Rio Claro, Santa Bárbara d'Oeste e Itapira. Até o momento, pelo menos 14 pessoas foram presas. Entre os investigados estão Rafael Góes, apontado como sócio, fundador e diretor-executivo do Grupo Fictor, e Luiz Rubini, ex-sócio ligado à instituição financeira investigada. Segundo a polícia, o grupo utilizava estruturas empresariais para ocultar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.
As autoridades afirmam que o esquema investigado demonstra um elevado grau de sofisticação financeira e conexão entre o crime organizado e o sistema econômico formal. O uso de empresas de fachada e de profissionais especializados teria permitido a movimentação de grandes quantias sem despertar suspeitas imediatas das instituições financeiras. A operação também busca identificar possíveis falhas de controle interno nos bancos envolvidos e verificar a participação de outros colaboradores ainda não identificados. Especialistas em segurança pública apontam que o combate à lavagem de dinheiro tornou-se uma das principais estratégias para enfraquecer organizações criminosas, já que muitas facções dependem de estruturas financeiras complexas para manter suas atividades ilegais. A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas prisões podem ocorrer nos próximos dias. Além disso, documentos, computadores, celulares e registros financeiros apreendidos durante as buscas passarão por análise detalhada para identificar novos envolvidos e aprofundar o rastreamento das movimentações financeiras atribuídas ao grupo criminoso.

