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O número de internações hospitalares no Brasil causadas por mordidas de cães apresentou um aumento superior a 40% nos últimos cinco anos, segundo dados do Sistema Único de Saúde. Esse crescimento tem acendido um alerta entre especialistas e autoridades, principalmente devido à gravidade dos ferimentos registrados. Em muitos casos, as vítimas sofrem lesões severas, especialmente na região do rosto, que podem resultar em sequelas permanentes e de difícil reparação. Um exemplo é o de uma criança de dois anos que foi atacada no elevador de um condomínio, sofrendo ferimentos graves que exigiram mais de 40 pontos e resultaram na perda de dentes. Situações como essa evidenciam a necessidade de maior atenção e prevenção no convívio entre pessoas e animais domésticos.
Especialistas destacam que, embora muitos desses episódios sejam classificados como acidentes, as consequências podem ser complexas e duradouras. Procedimentos de reconstrução facial, como os que envolvem nariz e outras estruturas delicadas, exigem intervenções cirúrgicas sofisticadas e, ainda assim, podem deixar marcas permanentes. Após incidentes desse tipo, medidas preventivas costumam ser adotadas, como a exigência do uso de focinheira em áreas comuns de condomínios. Em algumas cidades brasileiras, como São Paulo, já existe legislação que obriga cães de grande porte ou considerados potencialmente perigosos a circularem em espaços públicos com focinheira, coleira e guia curta, visando reduzir riscos à população.
Além das normas legais, especialistas ressaltam a importância da responsabilidade dos tutores na educação e no manejo dos animais. Cães que passaram por situações de maus-tratos podem apresentar comportamentos defensivos ou agressivos, o que exige ainda mais cuidado durante a adaptação a novos ambientes. Organizações que atuam com adoção de animais reforçam a necessidade de preparação das famílias para receber os pets, incluindo a observação do comportamento e o respeito aos limites do animal. Profissionais da área também orientam que crianças e adultos sejam ensinados a interagir de forma segura, evitando atitudes que possam ser interpretadas como ameaça. Medidas simples, como permitir que o animal se aproxime espontaneamente, podem reduzir significativamente o risco de ataques e contribuir para uma convivência mais segura.

